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Embate entre Nissan americano e Nissan mexicano é assustador

O “crash test” descentrado entre um Nissan Versa de 2016 vindo dos Estados Unidos da América e um Nissan Tsuru de 2015, deixou claro que há um enorme abismo no quer toca a regras de segurança, com os países em desenvolvimento a serem demasiado permissivos.

O vídeo que o CARBLOG publica é arrepiante e deixa bem claro que quem viajasse ao volante do Tsuru sofreria um acidente catastrófico. O teste foi organizado pela NCAP (Global New Car Assessement Program) juntamente com a Latin NCAP, e a IIHS (o instituto americano para a segurança rodoviária) e juntou, como referimos, um Nissan Versa de 2016 e um Nissan Tsuru de 2015. O primeiro vendido nos EUA, o segundo no México.

Curiosamente, antes de ser realizado o teste, a Nissan anunciou que iria parar de vender o Tsuru a partir de maio de 2017. Para perceber melhor a situação, o modelo em causa está baseado num modelo produzido em 1992 e que esteve envolvido em mais de quatro mil mortes entre 2007 e 2012. O nível de segurança é tão mau que a Latin NCAP atribuiu zero, sim, zero estrelas do modelo.

No final do teste, as medições efetuadas nos bonecos mostram que o condutor do Tsuru teria morte imediata, enquanto que o condutor do Versa escaparia com apenas algumas arranhadelas. A ideia de fazer estes testes não envolveu a Nissan que não forneceu os veículos nem esteve presente. E o Versa portou-se lindamente no teste. Ficou foi provado que no México como em outros países em desenvolvimento, a segurança é algo que tem o seu lugar no fundo das preocupações.

Também não foi um labéu de má fé que foi levantado perante a Nissan, pois segundo David Ward, secretário geral da NCAP Global, “a Nissan tem sido parte ativa na tentativa de melhoria as questões de segurança dos seus veículos” referindo que situações iguais a esta ocorrem com demasiada regularidade com outros construtores.

David Ward acredita que “todos os construtores devem, ativamente, tentar acabar com os carros com zero estrelas nestes ensaios seja em que mercado for. Por exemplo, a Renault lançou o Kwik na India e não oferece os airbags de série e recebeu zero estrelas! Ficamos estarrecidos perante qualquer construtor que não aplique coisas nos seus carros que há mais de 20 anos são normais nos EUA ou na Europa. Dizem que cumprem com as leis do mercado, mas isso não é suficiente. Todos sabem como o fazer e mesmo que existam custos adicionais para instalar os airbags, deveriam pedir aos governos incentivos fiscais que mitiguem os custos da segurança.”

Recordar que as Nações Unidas lançaram a Década da Ação em 2011, uma campanha apoiada por uma centena de países para reduzir as mortes na estrada em todo o Mundo. Ora, com modelos destes é complicado que o programa tenha algum sucesso.screen_shot_2016-11-01_at_15-30-52_copy

 

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