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Europa acelera transição para a mobilidade elétrica com incentivos e proibições

O Velho Continente colocou o pé a fundo no acelerador da transição para a mobilidade elétrica. Incentivos e proibições são instrumentos chave para essa ação.

São momentos históricos os que vivemos. O mundo foi atirado ao chão da instabilidade e desconhecimento por uma pandemia nascida a oriente. A economia foi sovada de forma dolorosa. As alterações climáticas estão na ordem do dia e na boca de todos.

Portanto, pouco restava á União Europeia (UE) que acelerar a fundo na transição energética. Justifica-se, assim, o nunca visto empenho para acabar com os motores de combustão interna. E acabar, desta forma, com uma era nascida há quase 150 anos e que agilizou o mundo moderno.

São muitos os países que estão empenhados nesta cruzada. O Reino Unido anunciou que a partir de 2030 estão banidas as vendas de carros com motor de combustão interna sem eletrificação. Na Alemanha, o executivo germânico alargou mais quatro anos o esquema de incentivos à compra de veículos elétricos.

Enfim, a pressão tem estado a dar resultados e as vendas de veículos elétricos sobe em flecha, na Europa, mais que em qualquer outro mercado.

Porém, já se percebeu que a manta anda curta. Se por um lado salva-se o planeta e os políticos ficam bem na fotografia, por outro, agudizam-se os problemas sociais. É que para fazer carros elétricos é preciso menos mão de obra.

E os construtores, à mingua de apoios para esta transição, pesadíssima em termos de orçamento, vão começar a despedir em massa. Ou seja, vão atirar para cima dos Governos os custos com esta transição feita á pressão e sem o cuidado necessário.