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União Europeia vai apertar (ainda mais) os limites de emissões de CO2

A ideia é criar uma classificação de investimento “sustentável” para nortear os investidores no futuro.

O grande problema está nas decisões erradas que foram sendo tomadas ao longo destes últimos anos. Nomeadamente, a diabolização do motor diesel. Os governantes engoliram isco, anzol e linha e ao seguirem os ambientalistas, criaram um problema.

As emissões de CO2 emitidas por todo o tipo de transportes estão mais elevadas que em 1990! Como é que isso é possível? Porque há mais veículos, naturalmente, há mais necessidades de transporte rodoviário, aéreo e naval de bens e produtos e, sobretudo, há muito menos carros a gasóleo a circular.

Se antes ninguém passava sem mostrar, orgulhosamente, o seu carro a gasóleo, hoje quem tiver um diesel quase que é cuspido. Sendo o transporte responsável por 30% das emissões de CO2 da União Europeia (e destes cerca de 66% vêm do transporte rodoviário), esta tendência de crescimento de CO2 tem de ser invertido.

Isto para que os políticos não percam a face depois de se terem comprometido com a neta de carbono zero em 2050. Uma promessa que, pelos vistos, não levou em linha de conta algumas decisões tomadas sem ponderação.

Ora, quem é que vai pagar tudo isto? Em primeiro lugar os construtores. Porque a União Europeia vaio criar critérios de investimento que têm como base o desempenho ambiental da indústria automóvel. Ou seja, as regras de funcionamento verde que entram em vigor no final de 2021, vão definir quais os investimentos comercializados como “sustentáveis”. Ou seja, são empresas que têm de contribuir substancialmente para combater ou se adaptar às mudanças climáticas.

Qual é o objetivo? Forçar os fornecedores de produtos financeiros a divulgarem quais os investimentos “sustentáveis” e assim evitar que um produto seja apresentado como amigo do ambiente e depois ser exatamente o contrário. Com esta pressão, a UE tenta que mais investimento seja direcionado para projetos mais amigos do ambiente.

O problema é que a União Europeia quer baixar, ainda mais, os limites de emissões. Que agora estão situados nas 95 gr/km (em média) e podem passar para menos de 50 gr/km. Ou seja, se há já vários construtores atrapalhados para evitar pagar multas pesadas pelo incumprimento dos limites de emissões de CO2 com a fasquia nas 95 gr/km, o futuro ameaça ser cinzento.

Com esta nova regulamentação do investimento “sustentado”, os construtores estão cada vez mais preocupados pela possível incapacidade de captar investimento, tão necessário nesta altura de transição. E recordamos que as venda de carros elétricos aumentaram 77% nos primeiros trimestres de 2020, mas não passam dos 4% de quota de mercado.