Desporto

Miguel Oliveira ganhou GP Portugal em Moto GP com exibição de gala

A temporada de sonho de Miguel Oliveira foi sublinhada com uma exibição de gala no GP de Portugal. Rubricou “barba cabelo e unhas”, ou seja, “pole position”, volta mais rápida e vitória!

Miguel Oliveira já conta no seu bornal com uma vitória, tendo liderado a última volta do GP da Estíria, exatamente a prova que ganhou. Mais! O português nunca liderou uma volto no Moto GP… Ora, em Portimão, o piloto da KTM Tech 3 não deixou créditos por mãos alheias e liderou todas as 25 voltas do GP de Portugal!

Estava escrito nas estrelas. Ou melhor, nas tabelas de tempos: excelentes tempos nos treinos livres e “pole position”. Um domínio avassalador do Falcão lusitano. As entrevistas, as declarações, as redes sociais, enfim, tudo dizia que o português estava com a centelha da vitória ao rubro e dificilmente seria travado.

Conseguindo o “holeshot” (foi o mais veloz no arranque) na frente de Franco Morbidelli e de Jack Miller, Miguel Oliveira não deu mais conversa a ninguém. Até porque mais para trás, o inesperado campeão do Mundo de Moto GP 2020, Joan Mir, desentendeu-se com Francesco Bagnaia e era carta fora do baralho. Bangnaia deslocou um ombro e Mir, afundado na classificação e de cabeça perdida, ainda embateu na traseira de Johann Zarco. Regressou, assim, à posição de partida, um pálido 20º lugar.

Indiferente a tudo isto, Miguel Oliveira impôs um ritmo fantástico, construindo uma diferença que numa só volta cresceu 1,5 segundos. E o piloto da Tech 3 manteve o punho enrolado liderando voltas atrás de voltas e atirando os adversários lá bem para trás.

Miguel Oliveira não cometeu o mais pequeno erro ao longo das 25 voltas, dominou o “carrocel” de Portimão de forma impressionante. Liderou da luz à bandeira, fazendo a volta mais rápida pelo caminho, para reclamar a segunda vitória da carreira na classe rainha do motociclismo. E ganhou o GP de Portugal, de regresso à competição, depois de oito anos de ausência.

Incapazes de apanhar o português voador, Franco Morbidelli e Jack Miller entretiveram-se na luta pelo segundo lugar. Por uma unha menos bem aparada, Miller levou a Ducati ao lugar intermédio do pódio, ficando a Yamaha de Morbidelli no terceiro lugar.

Contas feitas, na sua última corrida com a Pramac Ducati, Miller foi segundo, Pol Espargaro, fechou a sua participação com a equipa oficial da KTM no quarto lugar, na sua última aparição com a Ducati, Andrea Dovizioso ficou com o sexto lugar. Maverick Vinales, o piloto de topo da Yamaha, ficou com o 11º lugar, com Valentino Rossi a terminar, penosamente, a sua carreira com a marca dos três diapasões com um anónimo 11º lugar. Ele que já venceu o GP de Portugal por 5 vezes! Ficou na frente de Cal Crutchlow, que disse adeus à Honda LCR e a uma carreira a tempo inteiro no Moto GP.

Mais penoso, ainda, foi ver um daqueles que parecia talhado para ser campeão, terminar num triste 14º lugar. Falamos de Fabio Quartararo. Quanto a Danilo Petrucci, fechou a sua colaboração com a Ducati fora dos pontos, tal como Tito Rabat, a fazer a sua última aparição no Moto GP.

Referir que depois dos disparates que fez ao longo do GP de Portugal, o campeão do Mundo Joan Mir acabou a temporada com um abandono devido à mecânica e que Brad Binder conquistou o título de “Rookie do Ano”. Mesmo que tenha abandonado a corrida.

Para a história fica a extraordinária vitória de Miguel Oliveira no GP de Portugal – feito inédito na prova portuguesa – segunda vitória da carreira no Moto GP e segunda vitória para a Tech 3 KTM, ele que em 2021 vai estar na equipa oficial da KTM.

Parabéns ao Miguel Oliveira e à sua família, pois sem ela não teria chegado aqui!

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