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Segundo confinamento vai ter um custo nas vendas de 300 mil carros

A segunda vaga da pandemia de Covid-19 assemelha-se às ondas do canhão da Nazaré e ameaça arrastar para o charco a indústria automóvel.

O confinamento provocado pelo aparecimento da Covid-19 trouxe um tsunami de problemas para a indústria automóvel. A segunda vaga parece ser maior e mais violenta e já há confinamentos em alguns países. Muitos espaços de vendas em França e no Reino Unido já estão fechados e a evolução da pandemia ameaça outros países.

A fatura já é conhecida: serão menos 300 mil unidades vendidas caso o confinamento se generalize. Por essa razão, já começam a ser revistas em baixa as previsões de vendas para o mercado do Velho Continente. A quebra pode ser, agora, de 22% face a 2019.

Por outro lado, a expetativa de uma vacina disponível, ainda este ano, está a animar os mercados e os construtores, vendo alguns uma recuperação já em 2021. Mas o mercado dificilmente vai regressar aos valores de 2018 e 2019 nos tempos mais próximos. Até porque a confiança dos consumidores está em quebra e alguns analistas já escovaram 250 mil unidades às vendas do primeiro semestre de 2021!

Contas feitas, o mercado mundial será de 77 milhões de veículos (menos 14% face a 2019) em 2020 e de 85 milhões em 2021, um crescimento de 10%. Na Europa, as vendas devem alcançar em 2020 cerca de 16,2 milhões de unidades, menos 22% que em 2019. Para 2021, o mercado crescerá 15% para 18,7 milhões.

Nos Estados Unidos da América, serão vendidos 17 milhões de carros em 2020, menos 16% que em 2019, com aumento de 9% prevista para 2021, venderá 18,5 milhões de unidades. Quanto ao maior mercado mundial, a China conhecerá uma quebra de 6% face a 2019 com 24,1 milhões de veículos vendidos. Espera-se que em 2021 cresça 7% para 25,9 milhões.

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