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Investidores de topo da FCA e da PSA aumentam controlo antes da fusão

Diz o povo que “cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém” e todos os envolvidos na fusão da PSA com a FCA não querem ser apanhados… na curva!

A ideia foi reforçar o controlo sobre os vários negócios combinados e, assim, afastar qualquer licitação hostil que possa surgir.

O prospeto do negócio que vai dar origem ao quarto maior construtor mundial diz, claramente, que haverá um plano de fidelidade para acionistas de longo prazo na Stellantis.

Assim, os investidores que tenham ações na sua posse durante, pelo menos, três anos ganham o direito de receber ações extra com direito a voto.

Desta forma, a Exor da família Agnelli, um dos principais acionistas da FCA, e os principais investidores na PSA (a família Peugeot, a chinesa Dongfeng e o Estado francês), teriam influência extra na Stellantis.

Contas feitas, a Exor terá a maior participação individual com 14,4% do capital. Seguir-se-á a família Peugeot com 7,2%. O Estado francês reservaria 6,2% e a Dongfeng representaria 5,6% do capital.

Ora, de acordo com o plano de fidelidade, os direitos de votos combinados destes investidores principais na Stellantis podem chegar a 50% após os referidos três anos. Tudo cálculos feitos de acordo com o prospeto e as contas da Reuters.

Apesar de nenhum dos acionistas poder ter mais de 30% dos direitos de voto, a verdade é que o controlo dificilmente escapará a este núcleo duro.

A Stellantis é uma empresa domiciliada na Holanda mas com ações listadas nas praças de Paris, Milão e Nova Iorque.

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