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Afinal a Stellantis será uma fusão de iguais com a PSA a comprar a FCA?

Não é o AUTOBLOGUE que o afirma, mas sim documentos internos da Stellantis, vindos agora espreitar à luz do dia. Para efeitos contabilísticos e jurídicos, será. PSA a comprar a FCA.

A fusão da PSA com a Fiat Chrysler Automobiles vai criar a Stellantis e, há muito tempo, que é dito que será uma fusão entre iguais com 50% de posse para cada grupo. Essa foi a versão servida em bandeja de prata a todos nós.

Afinal, parece que não é bem assim, de acordo com documentos vindos à luz do dia e o prospeto da fusão. Prospeto esse que foi entregue pela FCA à Euronext (Bolsa de Paris) e ao “Mercado Telematico Azionario” (Itália) no sentido de registar a Stellantis naquelas praças. O mesmo documento foi entregue ao SEC, a CMVM doa norte americanos.

Ora, segundo esta peça documental – que aqui reproduzimos – a IFRS (International Financial Reporting Standards) exigiu a identificação do comprador e do adquirido. “Com base na avaliação dos indicadores segundo o padrão contabilístico da IFRS e considerando todos os facto e circunstâncias, a administração da FCA e da PSA, determinou que a Peugeot é, para fim contabilísticos, a Peugeot S.A.”

Seja para efeitos contabilísticos ou não, a verdade é que há muito onde encontrar pistas para esta situação em que a compra da FCA é efetuada pela PSA.

O conselho de administração da Stellantis terá 11 menbros, seis dos quais indicados pela PSA, pelos acionistas da PSA ou que sejam atuais executivos (como Carlos Tavares) na PSA. E a arquitetura do conselho de administração não mudará a breve prazo, pois os mandatos são de quatro anos.

O primeiro CEO da Stellantis será Carlos Tavares, o CEO e presidente do conselho de administração do PSA Group, por um período de cinco anos.

Por outro lado, os acionistas da PSA vão pagar um prémio antes da fusão. Estas duas situações dão vantagem à PSA depois da fusão. Mesmo que a Exor, a holding da família Agnelli, seja a maior acionista da FCA e detenha 14,4% do capital na Stellantis.

Para comparar, a família Peugeot tem 7,2%, seguindo-se o Estado francês com 6,2% e da Dongfeng com 5,6%.

A frase “fusão de iguais” não tem valor jurídico nem contabilístico e a verdade é quem também, uma “fusão de iguais” não significa poderes iguais. Como a PSA está a pagar um prémio à FCA, ambas as empresas já concordaram que a empresa que estºa a comprar é a PSA, a que está a ser adquirida é a FCA.

Curiosamente, do ponto de vista jurídico, o Grupo LSA será absorvido pela FCA NV, a holding holandesa da FCA, que passará a chamar-se Stellantis N.V.. Os acionistas da PSA vão receber 1742 ações ordinárias por cada ação da PSA na sua posse.

A sede da Stellantis será na Holanda por questões fiscais, reforçando a PSA que a fusão não está a ser feita por questões técnicas, mas com sólidas bases financeiras e jurídicas que sejam eficientes para construir a Stellantis a longo prazo.” Do lado da FCA, o reforço da ideia “como sempre deixámos claro, a Stellantis será o resultado de uma combinação 50:50 da FCA e da PSA.”

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