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PAN reconhece falta de rigor técnico na lei de limitação dos incentivos aos híbridos diz a ACAP

Fica provado tudo aquilo que o AUTOBLOGUE disse, ontem, sobre a nova lei que limita os benefícios fiscais. O PAN foi a correr propor esta lei sentado num estudo enviesado e incorreto.

O pior de tudo isto é o amadorismo que transpira destas decisões. A ACAP reuniu, virtualmente, com os jornalistas e Helder Pedro, o secretário geral da associação, leu um email enviado pelo PAN. Onde este reconhece que a proposta pode sofrer de “falta de rigor técnico.”

Desculpem? Mas, um partido político com assento na casa da República, onde são tomadas decisões importantes, lança para a fogueira um setor inteiro porque quer bsucar para si as luzes dos holofotes e sem sequer se dar ao trabalho de verificar aquilo que lhe serviram?!

Quer isto dizer que a Associação Zero lançou o isco e o PAN – se fosse o Partido Os Verdes ainda se aceitava! – foi o único que engoliu isco, anzol, linha e até a cana?! André Silva e os seus acólitos são assim tão desatentos. Falta de rigor técnico?!

Foram a correr colocar-se em bicos de pés, fizeram o favor a alguém, e agora, porque o PS estava à rasquinha para fazer passar o orçamento, nem sequer verificou o que estava a assinar. Foi de cruz!

Claro está que o PAN deu, imediatamente um “flik-flak” à retaguarda deixando claro no email que enviou à ACAP que “não retira mérito às medidas aprovadas.” Isto, como dizia o meu pazinho, “é cada tiro, cada melro, cada cavadela, cada minhoca!”

Então há mérito numa proposta que não tem rigor técnico e que não pode ser aplicada?! Como?!

Os senhores do PAN e da Associação Zero sabem, porventura, que os híbridos não têm autonomia e as emissões nunca podem ficar abaixo das 50 gr/km de CO2?! Explicando, como se fossem muito burros (não estou a dizer que o são, claro…): o processo de homologação não refere, sequer, autonomia elétrica… porque os híbridos não a têm!!!! Quem tem autonomia elétrica são os híbridos Plug In, os únicos referidos no estudo que serve de base para este terramoto criado pela Associação Zero. Cujo elemento apareceu na televisão a dizer banalidades e inverdades.

Bem diz José Ramos, presidente da ACAP “estes senhores que decidiram isto não percebem nada disso!” Na minha terra isso tem um nome, mas ficamos por aqui…

Percebe-se que a ACAP esteja irritada, surpreendida e desiludida com o que se passou. Por isso compreende-se o desabafo de José Ramos. “Foi uma das maiores desilusões das últimas décadas.”

Juntou-se o insulto à desilusão, pois o Governo ignorou por completo o setor automóvel – responsável por 150 mil postos de trabalho e por receitas de milhares de milhões de euros em sede fiscal – e atirou com esta pedra que acerta em cheio num segmento que pode, mesmo, desaparecer. Isso foi dito por Pablo Puey, presidente do Conselho Estratégico dos Construtores Automóveis da ACAP. Para ele, este será “a matéria mais irritante para o setor.”

O que mais custou à direção da ACAP é que tudo foi feito nas costas do setor. E como seria muito simples falar com a ACAP e perceber que a proposta de lei era um disparate e ferido de vários erros.

Além disso, a orientação europeia é que o mercado precisa de elétricos e híbridos para baixar emissões. Se calhar não…

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