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Renault deixa de fabricar carros em Flins contra a oposição dos sindicatos

O pulso de Luca de Meo começa a sentir-se e a Renault vai contra o governo e os sindicatos ao anunciar que vai parar a produção do Zoe e do Micra em Flins.

Não, não vai haver despedimentos. Os trabalhadores de Flins e de Choisy-le-Roi vão ficar e a Renault prevê que em 2030, a Re-Factory (o novo nome de Flins) passe a ocupar mais de 3 mil pessoas.

A ideia de Luca de Meo é aproveitar a economia circular dedicada á mobilidade. E a Renault reclama que esta renovação vai permitir “beneficiar do rápido crescimento de valor, reafirmando a pegada industrial da Renault.”

Mas os sindicatos não aceitam a situação e numa carta enviada ao Automobile News Europe, dizem que “a Renault não pode destruir a capacidade de produção em França e ao mesmo tempo beneficiar de apoio estatal. Não vamos aceitar isso!”

A fábrica de Flins, perto de Paris, funciona desde 1952, tendo fazendo 20 modelos diferentes. Agora vai passar a estar envolvida em projetos diferentes que incluem aplicações que oferecem uma segunda vida às baterias dos modelos elétricos fora da atmosfera automóvel. Ou seja, a Renault deseja que a agora denominada “Re-Factory” seja líder europeu da economia circular dedicada à mobilidade.

Entre 2021 e 2024, a fábrica de Flins irá, gradualmente, centrar-se em quatro atividades conhecidas como “Re-trofit, Re-energy, Re-cycle e re-start”. Isso permitirá que a Renault aumente substancialmente capacidade da marca nestas áreas de recondicionamento de veículos usados, melhoria de veículos mais antigos com nova tecnologia e utilização de impressoras 3D para produzir peças que já nçao existam para modelos mais antigos.

As baterias serão ali recicladas, antes de ser criada uma linha de desmontagem e valorização de carros para abate que será capaz de valorizar 10 mil unidades por ano. E Jean-Dominique Senard, o presidente da Renault sublinha o seu apoio à decisão de Luca de Meo dizendo que “temos de encarar a realidade… o ‘staus quo’ já não é possível. Tínhamos de reinventar a fábrica de Flins.”