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Toyota reage ao ataque do OE 2021 aos modelos híbridos

No entendimento da Toyota, o Governo contraria a estratégia e o compromisso assumido por Portugal para chegar à neutralidade carbónica.

A proposta do PAN (Pessoas, Animais e Natureza) aprovada por ocasião da votação do Orçamento de Estado (OE) de 2021, é uma trapalhada. Que o PAN admite ter sido elaborada com falta de rigor técnico, mas mantendo o mérito da ideia.

Obviamente que algumas marcas teriam de reagir e a Toyota, marca líder na venda de modelos híbridos, foi uma delas.

Os híbridos perdem o desconto de 40% de ISV, passando a pagar o valor total do imposto. Os híbridos e os híbridos Plug In tem de apresentar uma autonomia superior a 50 km e emissões de CO2 abaixo das 50 gr/km. 

Como todos sabem – exceção feita ao PAN, ao PS, ao Bloco de Esquerda e ao Chega – um híbrido não tem autonomia elétrica. Só os “Plug In”… Enfim, uma trapalhada fomentada por um estudo enviesado e que esconde muita coisa, feito por uma agência europeia que, claramente, está do lado da Comissão Europeia que deseja acelerar a mobilidade 100% elétrica.

O PAN foi ainda mais trapalhão ao nem sequer perceber que o estudo fala de híbrido Plug In, generalizando e prejudicando um setor cada vez mais sovado, com uma decisão meramente eleitoralista. Ou seja, cata votos!

Ora, com o mercado a cair bastante, esta decisão é mais uma machadada que, ainda por cima, vai contra a orientação de tornar Portugal num país neutro em termos carbónicos.

Com esta decisão absolutamente idiota, a Assembleia da República atirou os consumidores para os braços dos mais baratos carros a gasolina e a gasóleo… 

A reação da Toyota é muito semelhante á da Hyundai, mas o AUTOBLOGUE transcreve na íntegra as 5 razões pelas quais a Toyota Caetano está contra esta decisão.

  1. Um carro de passageiros equipado com um motor híbrido combina dois motores: um motor de combustão interna (no caso da Toyota e Lexus sempre a gasolina) e um motor elétrico, ao alternar facilmente entre a pura energia elétrica e a eficiência da gasolina quando a velocidade aumenta, a tecnologia Híbrida Toyota não apenas economiza combustível, mas também oferece emissões de CO2 mais baixas que um veículo convencional com motor a combustão. No caso dos veículos Toyota os veículos circulam em cidade até 50% do tempo em modo elétrico, logo sem emissões e melhorando em muito o desempenho ambiental do veículo.
  2. Em comparação com os veículos com motorizações convencionais, o nível de emissões dos veículos híbridos é significativamente inferior. Com exemplos: Toyota Yaris 1.5 Hybrid com 88 g/km CO2 versus Toyota Yaris 1.0 Gasolina com 128 g/km CO2. No caso do Toyota Corolla 1.8 Hybrid 111g/km CO2 versus Toyota Corolla 1.2 gasolina 151 g/km CO2. Escusado será dizer que todos os veículos passam por rigorosos testes de certificação e homologação a nível europeu que comprovam estes valores.
  3. Portugal tem hoje das mais elevadas cargas fiscais sobre automóveis. A medida agora aprovada faz com que uma tecnologia mais amiga do ambiente seja menos competitiva, levando ao consequente incremento do número de viaturas com motorizações convencionais em circulação com emissões de CO2 superiores. Nesse sentido esta medida é um retrocesso na política ambiental do governo.
  4. O parque automóvel circulante português é um dos mais antigos da Europa, com uma idade média de 13 anos. Acreditamos que a primeira ação de redução do impacto ambiental deve basear-se na estratégia de incentivar o abate de carros antigos poluentes e tecnologicamente desatualizados, promovendo a substituição por carros mais avançados tecnologicamente. Os veículos eletrificados com a tecnologia híbrida e plug-in híbrida são uma solução amiga do meio ambiente.
  5. Não existe nenhuma medida de alteração no OE 2021 que limite a importação de veículos usados mais poluentes. Um fenómeno que se mantém há vários anos e que leva ao aumento da idade do parque circulante e ao aumento de emissões poluentes.

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