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Louis Camilleri abandona Ferrari

O executivo, 65 anos, nascido no Egito, decidiu abandonar, com efeitos imediatos, os cargos de CEO da Ferrari e de presidente executivo do gigante ligado ao tabaco Philip Morris.

As razões oficiais para esta decisão estão depositadas em questões pessoais que, na realidade, estão ligadas com os seus problemas de saúde devido a estar infetado com Covid-19 e ter tido a necessidade de ser hospitalizado.

O pior já passou, mas Camilleri, agora a recuperar em casa, decidiu retirar-se da vida ativa ao renunciar ao posto de CEO da Ferrari e de presidente executivo da Philip Morris. Mesmo que fontes próximas do executivo digam que há outras razões para este súbito abandono de funções de Louis Camilleri.

Para o seu lugar entrou, de forma provisória, John Elkann, estando a Ferrai em busca de um CEO que continue o trabalho de Camilleri e leve a Ferrari até ao futuro.

Recordamos que Louis Camilleri era membro do conselho de administração da Ferrai quando faleceu Sergio Marchionne e o egípcio foi eleito, em julho de 2018, como novo CEO da casa de Maranello. Isto numa altura em que Marchionne já tinha feito o “spinoff” da Ferrari da esfera da FCA.

O reinado de Camilleri na liderança da Ferrari foi um dos melhores para a marca fundada por Enzo Ferrari. Conheceu uma brilhante carreira na bolsa, a procura pelos carros da marca continuou fortíssima, mesmo em tempos de pandemia, e o preço por ação da Ferrari tocou, na praça de Milão, o máximo de 182,985 euros no mês de novembro.

Louis Camilleri foi, também, o estratega que tinha vindo a alargar a gama do construtor italiano, num fino equilíbrio entre a necessidade de mais produção e a manutenção da exclusividade que permite praticar preços mais vantajosos.

Foi o egípcio quem programou a introdução de cinco novos modelos em 2019, levando as vendas da Ferrari, pela primeira vez, para lá das 10 mil unidades num ano.

Quem vier para o lugar de Camilleri vai ter em mãos o desafio de tornar a Ferrari compatível com as cada vez mais restritivas normas de emissões. A Ferrai já anunciou que até 2022 todos os modelos terão uma solução híbrida, com Louis Camilleri a mostrar muitas dúvidas sobre a transformação da Ferrari numa marca 100% elétrica.

O próprio Camilleri criticou as regras europeias de emissões, dizendo que penaliza as marcas com motores menos eficientes, não levando em linha de conta que carros como os Ferrari raramente andam fora das garagens. E deu um exemplo!

“Imaginem um Ferrari V12 que faz 3 mil quilómetros por ano. Provavelmente, emitirá menos do que um automóvel pequeno que andam todos os dias!”

Camiulleri continuará a colaborar com a Ferrari como consultor. John Elkann disse sobre o assunto que “foi com grande pesar que eu e todos na família Ferrari soubemos da decisão do Louis Camilleri se afastar por razões pessoais do seu cargo de CEO da Ferrari. A sua paixão e a sua liderança guiaram a Ferrari a resultados impressionantes.”

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