Desporto

GP AbuDhabi F1: Max Verstappen ganhou num final de época sofrível

Foi uma corrida sem grande história com Max Verstappen a sair da “pole position” e a controlar os dois Mercedes.

Caiu o pano sobre a edição 2020 do Campeonato Mundial de Fórmula 1. A temporada mais curta desde 1966 com 161 dias. Ou seja, a competição que dura 300 dias, habitualmente, foi condensada em meros 161 dias, repito.

Curiosamente, os três primeiros da grelha de partida terminaram na mesma ordem pelo segundo ano consecutivo no traçado der Yas Marina. Foi a 4ª vez que aconteceu nos últimos seis anos!

A Liberty Media conseguiu evitar uma situação muito complicada depois do confinamento provocado pela pandemia de Covid-19, permitindo que a edição 2020 do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 chegasse a bom porto mesmo fechando a cortina da competição no palco do AbuDhabi já no mês de dezembro.

Lewis Hamilton é campeão do Mundo pela 7ª vez, a Mercedes é campeã do Mundo de Construtores, batendo o recorde da Ferrari de títulos consecutivos. A Mercedes venceu tudo com o W11 ou com o Racing Point pilotado por Sergio Perez, acabando a Honda por sair da Fórmula 1 de forma airosa com uma vitória obtida por Max Verstappen.

Foi no AbuDhabi que a RedBull regressou às vitórias com uma prova sensaborona em que Verstappen ficou na frente de Valteri Bottas e de Lewis Hamilton. Verdade que um Virtual Safety Car que deu lugar a um Safety Car (culpa de um problema de transmissão no carro de Sergio Perez) levou os três primeiros para as boxes para despejarem os pneus médios e levarem para a pista os duros.

Mas, mesmo assim, Verstappen não perdeu a liderança e no recomeço, apagada a vantagem ganha, o holandês tratou de a reconstruir rapidamente. Chegou aos 8 segundos de vantagem a liderança do RedBull, passando a partir dai a controlar o desgaste das borrachas da Pirelli.

Verstappen queixou-se de vibrações, Bottas continuou sem garra e Hamilton já se tinha queixado que o carro não estava igual ao que tinha deixado, mas tudo ficou na mesma quando a bandeira de xadrez foi mostrada pela derradeira vez em 2020.   

O estertor do condenado permitiu que Alex Albon acabasse em quarto a segundo e meio de Hamilton, insuficiente para salvar o seu lugar na Redbull qiue deverá ser ocupado por Sergio Perez, a não ser que deixem Helmut Markko voltar a borrar a pintura.

Lando Norris ficou na frente de Carlos Sainz, tendo os pontos do 5º e 6º lugares sido suficientes para que a McLaren reclamasse o terceiro lugar do Mundial de Construtores. Foi a última corrida do espanhol com a McLaren antes de arrumar a trouxa e zarpar para a Ferrari.

Logo de seguida ficou Daniel Ricciardo – a fazer a despedida da Renault calçando os patins para seguir para a McLaren – que aproveitou o Virtual Safety Car para não parar e ganhar posições. Pelo caminho ainda rubricou a volta mais rápida da corrida, sublinhando o seu talento e a certeza que o australiano passou ao lado de uma brilhante carreira.

Fecharam os lugares pontuáveis Pierre Gasly (AlphaTauri), depois de uma ultrapassagem musculada a Lance Stroll (Racing Point), com o canadiano a cair mais uma posição, para 10º, quando Esteban Ocon (Renault) lhe fez o mesmo que Gasly.

Já com os dois pés fora da Alpha Tauri e da esfera da RedBull, Daniil Kvyat – que disse estar a precisar de férias da F1 e espera regressar em 2022 – terminou em 11º, na frente de Kimi Raikkonen que ficou na frente dos Ferrari.

Acredita-se que Mattia Binotto regressou a Itália por problema de saúde e que Luois Camilleri afastou-se do cargo de CEO por razões pessoais. Porque a Ferrari fez os tifosi e os adeptos da casa de Maranello sentirem vergonha alheia pelo “annus horribilis” da Scuderia. Vergonhosa a prestação da equipa na fase final da tempora, com Charles Leclerc e Sebastian Vettel a, positivamente, arrastarem-se para chegar ao 13º e 14º lugares. O quatro vezes campeão do Mundo fez a última corrida com a Ferrari, saindo pela porta do fundo sem honra nem glória.

Embalado pela extraordinária prestação ao volante do Mercedes, George Rusell levou o Williams ao 15º lugar, na frente de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), Nicholas Latifi (Williams), fechando o pelotão de uma forma envergonhada os dois Haas de Kevin Magnussen e Pietro Fittipaldi. Ponto final… parágrafo!

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