Home

Sabe quais os modelos que “morreram” em 2020? O Autoblogue dá uma ajuda!

Os automóveis têm uma vida curta nas gamas dos construtores, pois é preciso inovação, tecnologia e atenção ao que os rivais andam a fazer. Depois a sua vida prolonga-se para lá do ideal, mas essa é uma história para outro artigo AUTOBLOGUE. 

Aqui não vamos contar a história de novas gerações de modelos, mas sim carros que desapareceram durante este ano azougado de 2020. Não! Estes são aqueles que não vão voltar ao mercado e que se quiser ter um, terá de comprar usado.

Uns não deixam saudades, outros são indiferentes, mas alguns deixam-nos uma lagrima no canto do olho. Veja a lista dos modelos que “morreram” em 2020 e diga-nos se concorda connosco.

Aston Martin Rapide

Sabia que a Aston Martin tinha uma berlina de quatro portas? Tinha, pois com a chegada do DBX e com as vendas do Rapide a evaporarem como gelo ao sol, a berlina elegante e com voz grossa oferecida pelo motor V12 acabou. E nem a ideia de fazer do Rapide um carro elétrico da moda vingou, pois a falta de dinheiro da Aston Martin arrumou o Rapide-E na prateleira da saudade para apanhar pó e ser descoberto daqui a alguns anos.

Bentley Mulsanne

Outro carro que se manteve durante décadas e que chegou à segunda década do novo milénio para morrer, qual baleia no oceano que vem morrer à praia. O Mulsanne e o seu V8 de 6.75 litros com vetusta idade (este motor data de 1959, ou seja 61 anos!) morreram em abril e ressuscitaram em junho. Expliquemos! A última unidade do Mulsanne deveria ter saído de Crewe em abril, mas o Covid-19 decidiu o contrário e, assim, as ferramentas voltaram a funcionar em junho para que a “morte” do Mulsanne fosse digna. O atual modelo nasceu em 2009 e a Bentley vendeu 7300 carros. E nção, não vai haver sucessor. Foi o fim do Mulsanne!

BMW i8

A ideia era criar uma nova raça de desportivos onde o reforço elétrico permitiria baixas emissões e consumos ao nível de uma berlina média com performances de topo. Por isso o i8 nas versões coupé e cabriolet tinha um motor de 3 cilindros com 1.5 litros a gasolina com 230 CV (wow!) e mais um motor elétrico com 135 CV. Tudo isto embrulhado numa carroçaria em fibra de carbono por acaso com bom gosto. Podem dizer o que quiserem, mas o i8 cumpriu a sua missão, mas chegou cedo demais e com uma tecnologia que já estava a ser ultrapassada pela faixa da esquerda pelos híbridos Plug In. A sua vida chegiu ao fim e a BMW não tem planos para o substituir. O que é uma pena!

DS3

Nasceu Citroen e morreu DS, pois aquilo que foi um nível de equipamento virou marca. Bom, pouco importa isso. O Citroen DS3 surgiu há… 10 anos! Pois é, o carrinho com desenho irreverente e que oferecia equipamento de topo chegou à dezena de anos e foi dos mais vendidos como Citroen e o mais vendido da DS. Por isso a PSA deixou o marfim correr até que a necessidade de satisfazer a vontade de Carlos Tavares em fazer vingar a DS, levou a uma mudança de orientação. O DS3 sempre se destacou porque os outros modelos da nova marca nem de perto nem ao longe conseguiam rivalizar com os seus opositores. Mas após 10 anos, o DS3 foi liquidado e no seu lugar surgiu um SUV com desenho irreverente, com versão elétrica, mas sem as propostas desportivas que solidificaram a sua reputação.

Ferrari GTC4 Lusso

Esta “shooting brake” da Ferrari, nasceu FF em 2011 e deu à casa de Maranello um modelo totalmente fora da caixa. Pelo formato carrinha e pela tração integral. Que, naturalmente, tinha de ser uma complexidade enorme à imagem das grandes complicações dos relojoeiros. A coisa não correu muito, mas a Ferrai insistiu e em 216 mudou muita coisa, passou a chamar-lhe GTC4 Lusso (FF dizia coisa nenhuma!) e traiu o original ao vender uma destas “shooting brake” com um motor V8 turbo e tração traseira. E pronto, a receita estava pronta para um final infeliz e o GTC4 Lusso desaparece. Mas vem algo novo e diferente para o seu lugar… claro! um SUV que chega em 2022 com o nome Purosangue.

Mercedes Classe X

Se toda a gente ficou de boca aberta quando souberam que a Mercedes ia entrar no mercado das “pick-up”, quando o Classe X apareceu a reação foi “ohhhhh!!”. O ano? 2017. Uma época onde a Mercedes, basicamente, ia a todas e criou uma gama onde havia modelos para todos os gostos – que não para todas as bolsas – deixando de lado, apenas, os citadinos e os utilitários. Não tendo em casa um carro destes, a Mercedes deitou mão do acordo com a Aliança Renault Nissan Mitsubishi, requisitou duas mãos cheias de Nissan Navara e deu-lhe o seu toque especial. Não mexeu muito, mas verdade seja dita, o Classe X não era, apenas, uma Nissan Navara com a estrela de três pontas. O problema é que a Mercedes acreditava que podia vender uma Navara mais cara que um Classe E. E mesmo com o reforço da mecânica com um V6 a gasóleo, ainda mais caro que o modelo base, o Classe X acabou por não voar, borregou e no verão passado a casa de Estugarda acabou com a aventura.

Morgan Roadster

Marca de culto com seguidores nos quatro cantos do planeta, a Morgan é uma casa britânica tradicionalista e conservadora. De tal ordem que só este ano abandonou o chassis que foi a base dos seus carros nos últimos 84 anos! E por via disso, o Morgan Roadster equipado com o motor Ford V6 acabou os seus dias. Deu o seu lugar ao novo Morgan com chassis moderno e carroçaria em alumínio com um motor BMW. O fim de uma era…

Seat Alhambra

A opção pelos SUV foi um bocadinho como o que aconteceu no passado quando o vídeo acabou com as estrelas da rádio. É verdade que estas estão a regressar, mas não é a mesma coisa. Ora, os SUV vieram dar cabo do negócio dos monovolumes, os automóveis que prometiam espaço a rodos para a família, mais de cinco lugares, enfim, um carro familiar. Pois, os SUV pulverizaram tudo isso e apesar de algumas marcas se agarrarem ao conceito, a verdade é que está… morto. Por isso não espanta que a SEAT tenha, finalmente, posto um ponto final à vida do Alhambra, produto que surgiu em 1995 num acordo tripartido entre a VW, SEAT e Ford e que deu origem a este Alhambra, ao Sharan e ao Galaxy. A Ford abandonou o barco em 2006, fazendo a sua própria Galaxy, enquanto SEAT e VW lançaram um novo modelo que se manteve com algumas alterações até hoje. A VW continua a insistir no Sharan, a SEAT acabou com o Alhambra. Mas o Sharan tem os dias contados…

Suzuki Jimny

Quem teve a oportunidade de o comprar… guarde bem guardado e cuide dele. Quem não conseguiu, tente encontrar um em algum lado. Se não conseguir ou não puder comprar, vá para um canto… e chore. O excelente, fantástico, divertido e desejável Suzuki Jimny… morreu! Quer dizer, morreu para a Europa devido à malfadada regra de emissões, dois anos depois de ser colocado à venda. As longas listas de espera – a Suzuki foi, literalmente, apanhada de calças na mão com o inesperado sucesso retumbante do Jimny – e a paixão que o modelo desperta, exigem que a Suzuki coloque um motor diferente e respeitador das emissões de CO2 para termos de volta o Jimny. Para já só está á venda em países mais racionais. O que é uma pena!

Volkswagen Beetle (Carocha)

A mesma frase com VW e Carocha é algo absolutamente normal, pois o modelo nascido antes da 2ª Guerra Mundial perpetuou-se ao longo do tempo. Andou a ser produzido desde 1948 até… 2003! Sim, foram 65 anos de Carocha, tendo coabitado com a versão moderna durante cinco anos. Foram produzidos um tota de 21.529.464 unidades. Wow! Inspirada pelo sucesso da Fiat com o renascimento do 500, a VW decidiu fazer um Carocha novo em 1997. Mas a realidade é que fizeram tudo mal: traíram o original dando-lhe um chassis do Golf e toda a mecânica do Golf. O vaso com um malmequer no interior não ajudou nada e a insistência numa renovação em julho de 2011 acabou com o Beetle a desaparecer do catálogo da VW e pela primeira vez na longa história da marca de Wolfsburg, não há um Carocha na lista de modelos VW à venda.

Categories: Home, Notícias

Tagged as: ,