Desporto

Peugeot revela detalhes do Hipercarro para Le Mans 2022 e um orçamento de 20 milhões de euros

A casa do Leão decidiu revelar alguns detalhes do modelo que a partir de 2022 vai competir no Campeonato Mundial de Resistência e nas 24 Horas de Le Mans.

Um dos destaques é o motor V6 sobrealimentado com 2.6 litros auxiliado por um motor elétrico. O carro da Peugeot, construído segundo as regras do regulamento LMHd (Le Mans Hypercar Daytona), terá quatro rodas motrizes.

O sistema gira em torno do V6 (a 90 graus) de 2.6 litros duplo turbo com 680 CV, ou seja, os 500 kW regulamentares. Um bloco leve com apenas 165 kgs e que vai estar montado no meio do carro, atrás do piloto e acionará as rodas traseira.

Na frente estará um motor elétrico/gerador com 272 CV que será alimentado por uma bateria de alta densidade com 900V. A caixa será uma unidade sequencial robotizada de 7 velocidades.

O regulamento diz que o carro não pode ter mais de 670 CV, pelo que Peugeot Sport vai ter de retirar potência ao motor de combustão interna. E cumprindo o regulamento, o carro não tem autonomia elétrica pois abaixo dos 120 km/h não pode usar energia elétrica.

O carro será usado como tração traseira quando anda abaixo dos 120 km/h, passando a tração integral quando entra em ação o motor elétrico. Já a bateria é carregada através de uma ligação exterior antes de cada corrida e através da regeneração da energia da travagem, nada mais. Caso a bateria fique sem carga, o regulamento diz que o motor térmico pode debitar mais 3% de potência (mais 20 CV) para que a bateria possa ser carregada através do motor térmico.

Os pilotos vão poder ajustar o nível da travagem motor e da regeneração para otimizar a gestão da energia, algo que será crucial nesta nova categoria.

A bateria do Peugeot foi desenvolvida pela Saft, uma subsidiária da Total, um parceiro de longa data da casa de Sochaux. Utiliza células desenvolvida tendo em vista a elevada performance e não a capacidade e estará dentro de uma robusta caixa de carbono atrás… da cabeça do piloto!

O carro será mais pesado que os atuais LMP1, mais comprido (até 5 metros) e mais largo (até 2 metros).

Outra novidade é o facto de o carro estar a ser projetado numa lógica “low cost” com um orçamento por temporada limitado a 20 milhões de euros. Os construtores podem escolher criar um carro de raiz ou adaptar um hipercarro que tenham na gama.

Segundo o regulamento, cada construtor deverá produzir pelos menos 25 motores iguais aos destinados á competição para utilização em carros homologados para andar em estrada.

Recordamos que a Peugeot tem uma rica história em Le Mans. Venceu a famosa prova de resistência duas vezes na era dos Grupo C, em 1992 e 1993. Regressou com os 908 HDI FAP e lutou contra a Audi entre 2007 e 2011, destronando a marca alemã em 2009 registando o terceiro sucesso em Le Mans.