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União Europeia quer controlar a produção e a reciclagem das baterias dos carros elétricos

As palavras bonitas e a defesa do ambiente vão colocar nas estradas modelos que, por muita volta que seja dada, não são emissores neutrais de carbono. E as baterias não são, claramente, “flor que se cheire” no que toca à produção.

Há, claro, um elefante na sala que enquanto as baterias foram feitas lá longe na Ásia todos ignoraram.

Com o aumento da procura os construtores europeus começaram a puxar para a sua beira a produção das baterias. E o elefante na sala começou a engordar sendo, agora, impossível de ignorar.

Como sempre, os políticos falam primeiro e pensam depois – o instinto de sobrevivência é inato e apurado! – e não amiúdes vezes enfiam-se numa camisa de sete varas. 

Desta feita a armadilha foi estendida pela União Europeia. Liderados por uma alemã que tem punhos de renda, mas que tem persuasão a rodos, os deputados e membros das comissões do parlamento europeu decidiram que estava na hora de fazer uma pega de caras ao elegante na sala.

Depois da cernelha que fizeram com as regras do CO2, cujo articulado tem mais buracos que queijo suíço, depois de mostrarem punho firme ao quererem asfixiar os motores de combustão interna com a nova norma Euro7, enfim, depois de promoverem a mobilidade elétrica e terem demonizado o diesel, arranjando a bonita com o aumento do CO2, eis que agora o controlo político chega à produção e valorização das baterias.

A União Europeia quer ser carbono neutral em 2050 – a maioria dos políticos que decidiram isto já cá não vão estar – e para isso o possível descontrolo da produção de baterias e a sua reciclagem é inaceitável.

Portanto, deitou mão do poder legislativo e está a desenhar regulamentos para a produção e para a reciclagem. Não especificamente dos automóveis, mas de todos os setores! 

Ou seja, tudo ao molho porque não vale a pena perder tempo com especificidades, assim à imagem da parvoíce do PAN em Portugal. Recebeu um estudo enviesado, leu com os óculos ideológicos e sem uma opinião educada – enfim, foi uma opinião profundamente idiota – disparou um… disparate que pode ter consequências graves. 

A legislação que está a ser desenhada deverá ser adotada em janeiro de 2022, assim que o texto for aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Concelho da União Europeia.

Se regular a produção e a reciclagem das baterias é uma coisa boa e benéfica, o problema reside na habitual brutalidade regulamentar e na malha demasiado larga que permite escapes fáceis.

Para já o calendário será este:

1º de julho de 2024 – todas as baterias devem ter uma declaração de pegada carbónica

1º de julho de 2026 – informação da classe de desempenho no que toca à intensidade de carbono será criada para as baterias no sentido de aferir a sua eficácia.

1º de julho de 2027 – informação dos limites máximos de pegada de carbono que as baterias deverão cumprir

1º de janeiro de 2030 – haverá limites para o uso de cobalto (12%), chumbo (85%), lítio (4%) e níquel (4%).

1 de janeiro de 2035 – haverá limites para o uso de cobalto (20%), lítio (10%) e níquel (12%).

Veremos onde vai dar este controlo da produção e reciclagem das baterias para os novos modelos da mobilidade 100% elétrica.

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