Desporto

Aston Martin fecha equipa no WEC para se concentrar na Fórmula 1

A presença no FIA Campeonato do Mundo de Endurance (WEC) acabou para a Aston Martin.

Isso não quer dizer que os Vantage GTE vão desaparecer, pois a Aston Martin vai disponibilizar os carros para equipas privadas e apoiá-las.

O que termina é o envolvimento oficial da Aston Martin, que coloca o foco e os recursos no esforço da casa britânica na Fórmula 1.

Recordamos que desde 2012 que a Aston Martin tem mantido presença no WEC, na categoria GT, sempre com a ajuda da Prodrive.

Contas feitas, venceram 48 corridas na classe GT, entre elas as quatro vitórias nas 24 Horas de Le Mans, dois títulos de pilotos com Nicki Thiim e Marco Sorensen e o título de construtores em 2020.

Mas chegou ao final o tirocínio oficial da Aston Martin no WEC, pois Lawrence Stroll, dono da Aston Martin e da Racing Point F1, decidiu levar a marca britânica para a Fórmula 1, passando a equipa a chamar-se Aston Martin F1. E este será o único foco da empresa em termos de desporto automóvel.

A Prodrive, como dissemos, ficará com a representação da Aston Martin nas corridas de resistência e continuará a produzir carros e a distribuir os carros às equipas que pretendam competir com o Vantage GTE. A empresa de David Richards continuará encarregue da manutenção dos carros existentes.

Recuando no tempo, a Aston Martin lançou o primeiro GT de competição com a Prodrive em 2004, no caso, o longilíneo DBR9 ma categoria GT1. Venceu pela primeira vez em Le Mans em 2007. 

Tentou os LMP1, não foi bem-sucedida, regressou aos GT quando nasceu o WEC em 2012.

Para Tobias Moers, o CEO da Aston Martin, “o Vantage provou ter ADN de campeão do mundo em 2020 e na sua versão GTE como vencedor de Le Mans. Agora com o Vantage GT3, queremos dar aos nossos clientes as melhores possibilidades de lutar pela vitória com os nossos principais rivais nas corridas de GT e de Endurance.”