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Alfa Romeo Giulietta acabou a sua carreira na gama da casa de Arese

Foram dez anos de presença no mercado, com uma silhueta inconfundível, que agora chegam ao fim deixando a Alfa Romeo um espaço aberto na sua gama. Espaço esse que será ocupado, claro, por um SUV, no caso o Tonale que chegará apenas em 2022.

Quer isto dizer que o Giulietta não terá um substituto direto nos tempos mais próximos, embora isso seja uma decisão que será tomada depois da fusão com a PSA.

Recuemos até 2010, ano em que a Alfa Romeo apresentou o Giulietta, um carro diferente no estilo, mas com a necessidade de partilhar muita coisa com outros modelos do grupo Fiat. 

Porém, teve a honra de estrear a plataforma Fiat Compact que custou 100 milhões de euros de investimento ao grupo italiano. 

Como pontos fortes, o Giulietta tinha uma boa relação preço/equipamento, um estilo puramente italiano que bebeu inspiração no Mito, mas que tinha carácter e que, sobretudo, sempre se diferenciou da multidão.

O chassis sempre se pautou por um excelente equilíbrio. Tinha defeitos, claro!, mas nada de preocupante.

Sim, havia alguns materiais de menor valia em locais pouco acessíveis ou visíveis, a habitabilidade não era ponto forte e os motores poderiam ter sido mais eficientes e rimarem melhor com o Giulietta.

Não se percebendo porquê, o Giulietta não conheceu uma vida de sucesso. Foram feitas duas remodelações – e 2013 e 2016 – mas era preciso algo mais e, ao fim e ao cabo, o Giulietta viveu dez anos. E como dizia Paulo de Carvalho, “dez anos, é muiti tempo!”

A produção do Alfa Romeo Giulietta terminou no dia 22 de setembro, tendo o derradeiro modelo saído da fábrica de Cassino, o mesmo local que fabrica os excelentes Giulia e Stelvio.

A unidade de Cassino, veterana no seio do grupo Fiat, vai produzir o Grecale, o SUV da Maserati e, depois, o Tonale. Modelos que são, digamos, irmãos.

Como referimos, não há, para já, um herdeiro definido para o Giulietta. Porém, acredita-se que a fusão com a PSA vai oferecer á Alfa Romeo os meios e as ferramentas para dar o salto de vendas necessário. 

E não custa pensar que um novo Giulietta com uma base PSA e uma mistura de motores. 

Seja como for, a prioridade da Alfa Romeo é o SUV Tonale. Depositam-se nos ombros do modelo as esperanças de um crescimento de vendas, depois do Giulia e do Stelvio terem começado bem e estarem, agora, a não cumprir os objetivos.

Recordamos que o Tonale é um projeto da Fiat Chrysler Automobiles, está praticamente pronto e duvida-se que o carro feito com basa numa plataforma que serve o Jeep Renegade e o Jeep Compass, tenha o mesmo destino que o Opel Corsa, refeito em cima da hora após a aquisição da Opel pela PSA.