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Híbridos Plug In são mais ecológicos que os veículos a gasolina ou a gasóleo!

Ao contrário do que dizia um estudo recente feito por um organismo europeu, os híbridos não são piores para o ambiente. Há é regras que têm de ser cumpridas!

Quando desejamos ter os resultados que sirvam a nossa ideologia, enviesar é palavra de ordem. 

Ora, o Governo francês, ao contrário do Executivo português e do deputado André Silva do PAN, não engoliu o isco e decidiu encomendar um estudo independente para perceber. 

Perceber o quê? Se o demónio está na gasolina ou no gasóleo, ou se a raiz de todo o mal são os híbridos ou os híbridos Plug In.

Estudo sobre emissões dos híbridos Plug IN

E, já agora, compreender este súbito desejo de oferecer ao mundo o veículo elétrico como solução para todos os males e salvar o mundo do apocalíptico final que os ambientalistas preveem.

Ponto prévio: temos de fazer algo pela natureza, pelo ambiente e pela Terra como lar da humanidade. Mas nem a Terra está tão mal como os profetas da desgraça dizem, nem o ambiente está tão degradado que precisemos de regressar ao tempo da idade da Pedra. 

Talvez controlar a ganância do lucro fácil ou do lucro como única medida do sucesso, seja uma parte da solução do problema. E a pandemia veio mostrar que há coisas que vão ter de mudar. Mas não será com demagogias como as dos grupos ambientalistas que lá se vai chegar.

E antes de voltar ao estudo francês, algumas notas.

A redução de CO2 não avançará se mantivermos a frota atual com milhares de milhões de veículos pouco amigos do ambiente.

Podem os Governos e a União Europeia querer obrigar os europeus a andarem de carros elétricos – para fazerem o favor à Alemanha que se atirou de cabeça para a mobilidade elétrica – que não vão resolver o problema.

Aliás, percebeu-se a incapacidade dos Governos quando à luz do Dieselgate decidiram demonizar o gasóleo. Os consumidores afastaram-se dos carros diesel como o diabo da cruz e o resultado foi excelente: aumentou o nível de emissões de CO2 e a camada do ozono viu o buraco abrir-se mais.

Perante este espalhanço ao comprido, nova pirueta e, afinal, o que é bom é todos andarem de carro elétrico. Sobre a necessidade de uma rede de carregamento funcional e capaz, uma rede elétrica segura e forte para enfrentar o aumento das necessidades e subsídios para achatar a diferença entre um automóvel comum e um 100% elétrico, faz-se tábua rasa.

Quanto á produção de energia, países houve que fizeram a “limpeza” da sua produção energética. Acabaram com as centrais a carvão e vão acabando com as nucleares. Mas depois, compram a energia a países vizinhos que utilizam… carvão na produção. 

Portanto, os veículos 100% elétricos estão longe de serem totalmente neutros em carbono.

Regressando ao estudo encomendado pelo Estado francês, que faz algumas revelações interessantes e não iliba os motores de combustão interna. Ou seja, não é enviesado.

Desde logo, este estudo mostra um registo de emissões de NOx (dióxido de nitrogénio) de oito carros analisados. 

Os protocolos de teste de emissões são vários e além do WLTP, existe o “RDE”. 

Clique aqui se quiser ler o artigo

PAN reconhece falta de rigor técnico na lei de limitação dos incentivos aos híbridos diz a ACAP

Fica provado tudo aquilo que o AUTOBLOGUE disse, hoje, sobre a nova lei que limita os benefícios fiscais. O PAN foi a correr propor esta lei sentado num estudo enviesado e incorreto.

O que é um RDE?

É um ensaio de estrada ainda mais realista que o WLTP, permitindo testar os elementos de limpeza dos gases de escape em condições de utilização real e não em laboratório ou numa bancada de testes.

Ora, o estudo realizado pelo IFPEN (IFP Energies Nouvelles) diz que é necessário percorrer, pelo menos, 70 km para que a temperatura de funcionamento e de limpeza, possam assim reduzir os valores de emissões de NOx abaixo dos 80 mg/km. Isto segundo a norma Euro6d. Isto para os carros a gasóleo.

Para os carros a gasolina, são precisos apenas 4 km para que os sistemas consigam reduzir os valores de NOx para baixo dos 60 mg/km regulamentares.

O que quer isto dizer?

Como há anos se sabe, os motores a gasóleo não fazem sentido para carros citadinos ou urbanos ou para consumidores que não façam grandes viagens. Há anos que no aconselhamento de amigos e de leitores pelos vários órgãos de comunicação que passei, sempre digo que um carro a gasóleo só se justifica para viagens longas e utilizações intensivas.

Por estas razões se tem visto o desaparecimento dos motores a gasóleo dos citadinos, utilitários e alguns familiares médios. Mas há mais conclusões!

Clique aqui para ler a decisão do Orçamento de Estado

Parlamento aprova limitação de incentivos fiscais aos Híbridos e Híbridos Plug In

Com uma rapidez que não se vê em outros assuntos, o Parlamento já vai incluir no próximo orçamento de Estado limitações de incentivos fiscais a híbridos e híbridos Plug In.

Quem emite mais: diesel ou gasolina?

Segundo o estudo em análise, os motores a gasóleo, segundo o ciclo médio teórico WLTP (aquele que serve de base para homologação), emitem mais 4,4 vezes NOx que os motores a gasolina. Contas feitas, são 89 mg/km contra 20 mg/km. Sendo certo que modelos sem a utilização de AdBlue (ureia líquida) são altamente poluidores, pois emitem, em média, 203 mg/km.

As contas invertem-se, claro, no que toca ao consumo. Um carro a gasolina consome mais 28% que um diesel, emite mais 11% de CO2 que um diesel e ligeiramente mais de NH3 (amónia).

Feitas as contas entre as emissões de carros a gasolina e a gasóleo, percebemos que deverá haver um equilíbrio entre a utilização de um e outro combustível. Mas há uma outra via que é muito interessante. Claro… os híbridos!

Os híbridos Plug in são eficazes?

Um estudo, que o AUTOBLOGUE publicou, diz que um carro híbrido Plug In, com a bateria descarregada, emite até 4 vezes mais NOx que um carro convencional e que o CO2 emitido mais que duplica.

Ora, este estudo da IFPEN diz que é verdade que um híbrido Plug In emite mais com a bateria descarregada. Mas apenas 50% mais. 

Mas há mais. Um híbrido Plug In que seja utilizado de forma correta, ou seja, se for recarregado a cada utilização, reduz o consumo entre 60 a 80%. Mas se carregar a bateria, apenas, de 3 em 3 dias, essa economia desde para 50%.

Porém, há que lembrar que um híbrido Plug In quando fica com a bateria descarregada para uma utilização comum, não deixa de ser um híbrido. A bateria recebe carga do sistema de regeneração e mantém um nível de energia que permite fazer os arranques em modo elétrico e funcionar como um híbrido comum. Logo, há ganhos em termos de emissões.

Curiosamente, o estudo francês diz-nos que numa utilização intensa – por exemplo, táxis ou TVDE, comerciais e utilizadores que fazem muitos quilómetros – os híbridos Plug In não são a melhor solução.

Se os taxistas e condutores TVDE ainda podem ver uma economia de 35% face a um carro a gasóleo (20% se não carregar a bateria), os outros não encontram economia no consumo que seja ultrapassada pelos benefícios fiscais.

E os híbridos não recarregáveis, são mais económicos e amigos do ambiente?

Ao contrário do que alguns políticos iluminados dizem, o estudo encomendado pelo Estado francês mostra que os híbridos comuns sem recarga externa, são mais económicos e amigos do ambiente.

Contas feitas, as emissões de CO2 são 14% mais baixas que num carro a gasolina convencional e a redução de NOx é superior a 50%. E em todos os gases poluentes, a vantagem está sempre do lado dos carros híbridos.