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Saiba todos os detalhes da fusão entre a PSA e a FCA

Aprovada a fusão da PSA com a FCA pelas autoridades europeias, americanas e pelos acionistas, a Stellantis vai ser uma realidade. 

Aqui ficam todos os factos.

  • O grupo que vai nascer desta fusão terá vendas anuais de 7,9 milhões de unidades e gerar um lucro operacional de quase 10 mil milhões de euros e um volume de negócios de 180 mi milhões de euros (dados de 2019).
  • Carlos Tavares será o CEO da Stellantis nos primeiros cinco anos de vida da empresa. O presidente será John Elkann, o presidente da Exor e d FCA.
  • A Stellantis terá sede financeira na Holanda, estando listada nas bolsas de Paris, Milão e Nova Iorque. 
  • A fusão deverá gerar mais de 5 mil milhões de euros de sinergias anualmente. Os dois grupos já anunciaram que não vão fechar fábricas.
  • A Stellantis terá 11 membros no conselho de administração, com cinco nomeados pela PSA e cinco pela FCA. O “tie breaker” será Carlos Tavares, o CEO da PSA.
  • O CEO da FCA, Mike Manley, será o responsável pelas operações norte americanas da Stellantis.
  • A FCA e a PSA assinaram um acordo em dezembro de 2019 que foi emendado em setembro de 2020, refletindo as alterações promovidas pela pandemia de Covid-19.
  • Antes da concretização da fusão, a FCA pagará aos seus acionistas um div9dendo especial de 2,9 mil milhões de euros. O que é uma redução face aos originais 5,5 mil milhões de euros. Este acordo foi alcançado para permitir preservar dinheiro, necessário para fazer face à pandemia de Covid-19. Do lado da PSA, foi adiado o “spin off” de 46% da Faurecia para depois da fusão, estendendo a oportunidade de participar nessa ação a todos os acionistas.
  • Baseado na performance, condições de mercado e previsões, os conselhos de administração da PSA e da FCA vão discutir a atribuição de um potencial dividendo de 500 milhões de euros aos acionistas de cada empresa antes de concretizar a fusão. Em alternativa, depois da fusão, pode ser distribuído um milhar de milhão de euros aos acionistas da Stellantis.
  • A unidade de fabricação de robots Comau deveria ter feito o “spin off” antes da fusão. Porém, devido às alterações devido à pandemia, será agora alienada logo depois da fusão.
  • A chinesa DongFeng Motor irá reduzir a sua participação de 12,2% na PSA ao vender 30,7 milhões de euros à PSA, facilitando, assim, a aprovação das autoridades norte americanas. A DongFeng ficará com 4,5% da nova empresa.
  • Os maiores acionistas – Exor, o banco estatal francês BpiFrance Participations e a família Peugeot – vão estar sujeito a um período de 3 anos de bloqueio. Ou seja, a família Peugeot pode acrescentar até 2,5% ao seu pecúlio, mas apenas pela aquisição de ações do banco ou da DongFeng.
  • A Exor, a holding da família Agnelli e que controla a FCA com 28,5 por cento do capital, ficará como o maior acionista individual com 14,4%.
  • Será aplicado um período de 7 anos depois da fusão em que alterações extraordinárias às operações e que afetem a governança da Stellantis, não podem acontecer por iniciativa da Exor, pelo Bpifrance, Dongfeng ou a família Peugeot.
  • Um plano de lealdade para investidores de longo prazo permitirá aos acionistas de topo da Stellantis manterem o controlo e impedirem uma potencial oferta hostil.

Dizer que a PSA está a ser assessorada pela Mediobanca Messier Maris & Associes e pela Morgan Stanley. A FCA tem a ajuda da Goldman Sachs e os seus membros independentes do conselho da D’Angelin. A Perella está a trabalhar com os membros independentes do conselho da PSA, enquanto a Lazard assessora a Exor.  

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