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Toyota GR10 Hybrid é o novo modelo da Toyota Gazoo Racing para o WEC

O novo carro da Toyota para o Campeonato Mundial de Endurance (WEC) chama-se GR010 Hybrid e foi desenhado debaixo do regulamento Le Mans Hypercar (LMH)

A Toyota diz que haverá um carro de estrada com base neste GR10 Hybrid. O modelo está equipado com um bloco V6 de 3.5 litros duplo turbo. Um aumento de cilindrada assinalável face aos 2.4 litros do propulsor V6 do TS050 LMP1, reflexo das novas regras LMH do WEC.

Dizem as regras que o motor não pode ter mais de 500 kW, ou seja, 670 CV. Isto já incluindo o motor elétrico colocado no eixo dianteiro que não pode ter mais de 200 kW ou 268 CV.

Ora, o motor V6 de 2.4 litros tinha 500 CV, cifra que duplicava com a adição dos motores elétricos dos eixos dianteiros e traseiros.

A eletrónica está desenhada para reduzir a potência do bloco a gasolina com injeção direta, desenvolvido no Japão, dependendo da utilização do sistema híbrido.

O novo carro tem muitíssimo bom aspeto, tem uma decoração que mantém o branco, preto e vermelho, com o GR da Gazoo Racing.

A Toyota Gazoo Racing vai defender os títulos e a vitória em Le Mans com os mesmos pilotos de 2020.

Quer isto dizer que o Toyota GT10 Hybrid #7 vai ter a tripla Kamui Kobayashi, Mike Conway e José Maria Lopez. Já o carro #8, vencedor da edição 2020 das 24 Horas de Le Mans, manterá Sebastien Buemi, Kazuki Nakajima e Brendon Hartley. Nick de Vryes, piloto Mercedes na Fórmula E, continuará como piloto de testes e de reserva, não tendo a Toyota feito referência ao jovem Kenta Yamashita.

Olhando para a ficha técnica, o GR10 Hybrid revela-se significativamente maior. Tem mais 250 mm de comprimento, 100 mm de largura e 100 m mais alto. E será mais pesado por ordem do regulamento: 1040 kgs contra os 878 kgs de base dos LMP1.

O carro terá apenas uma configuração aerodinâmica e apenas uma asa ajustável. Tudo o resto foi sacrificado no altar da redução de custos.

Portanto, o Toyota GR10 Hybrid será sempre o mesmo em todas as pistas, independentemente de serem de baixa ou elevadas força descendente (downforce), tendo apenas ajuste na asa traseira. O regulamento LMH também limita o máximo de força descendente e o mínimo de arrasto permitidos.

Segundo o responsável pelo chassis dos LMH da Topyota Gazoo Racing Europe, John Litjens, as novas regas oferecem “mais liberdade para as formas e conceito da carroçaria e essa liberdade é bem visível nas formas do GR10 Hybrid.” Segundo o engenheiro holandês que nasceu há 52 anos em Horst e que passou pelo projeto Fórmula 1 da Toyota, “é exatamente aquilo que se passa com o motor, pois foi-nos dada uma curva de potência que temos de cumprir, mas com muita liberdade de conceito e na forma como lá chegar.” 

Ainda segundo Litjens, “a maior mudança para nós foi ter de usar apenas um motor elétrico gerador (MGU) localizado no eixo dianteiro (o que significa que o carro tem um motor de arranque e travões hidráulicos no eixo traseiro) e termos de atualizar a arrumação de tudo devido as alterações das definições de segurança. O motor de combustão interna é mais potente comparado com o do TS050, pelo que estamos na presença de um carro muito diferente na aparência, na perforrmance e na sonoridade.”

O carro esteve em testes na pista espanhola de Aragon , com Kamui Kobayashi e Kazuki Nakajima ao volante.  Em dezembro tinha estado em Portimão com Nick de Vryes.

Será a nova temporada da Toyota Gazoo Racing no WEC, com um carro que, contas feitas, será mais pesado 162 kgs, terá menos 32% de potência, o que dará um tempo por voltam 10 segundos mais lento.