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Está feito! A fusão da PSA com a FCA que fez nascer a Stellantis tornou-se efetiva!

Aqui ficam as palavras do comunicado com que esta manhã o grupo PSA e o grupo FCA anunciaram a efetividade da fusão entre os grupos francês e italiano.

“A fusão entre a Peugeot S.A. (“Groupe PSA”) e a Fiat Chrysler Automobiles N.V. (“FCA”) (NYSE: FCAU / MTA: FCA), que irá dar lugar à criação da Stellantis N.V. (“Stellantis”), tornou-se efetiva hoje. 

Tal como foi anunciado, as ações ordinárias da Stellantis serão negociadas na Euronext, em Paris, e no Mercato Telematico Azionario, em Milão, a partir de segunda-feira, dia 18 de janeiro de 2021, e na New York Stock Exchange, a partir de terça-feira, dia 19 de janeiro de 2021, em ambos os casos com o símbolo de registo ‘STLA’”.

Recordamos que esta fusão dá origem ao quarto maior grupo mundial com uma produção anual de 8,1 milhões de unidades e um pacote financeiro robusto o suficiente para concretizar a mudança para a mobilidade elétrica e desafiar gigantes como o Grupo VW e a Toyota.

O valor desta fusão é superior a 43 mil milhões de euros (52 mil milhões de dólares) e, agora, todos os holofotes vão estar nos planos que Carlos Tavares irá apresentar já na próxima semana. A primeira conferência de imprensa do CEO da Stellantis, será realizada na próxima terça feira, depois do português e John Elkann, o presidente da Stellantis, abrirem a bolsa de Nova Iorque (NYSE) com a cerimónia do sino.

Carlos Tavares terá de oferecer soluções para o excesso de capacidade de produção, para a péssima performance na China e para a necessidade de oferecer às marcas europeias do novo grupo um melhor desempenho.

Por outro lado, a Stellantis, com esta fusão, pode cortar até 5 mil milhões de euros nos custos, sem fechar fábricas. Os investidores querem saber como é que Carlos Tavares vai fazer isso.

Seja como for, a expetativa para terça feira é contida, pois ainda é muito cedo para que o executivo português divulgue todas as ideias e decisões que desenvolveu e amadureceu nos últimos meses.

Todos conhecem o “modus operandi” de Carlos Tavares: poucas palavras, muita ação e compromisso com as suas promessas. Por isso, não se espera que o português faça promessas vãs ou que se coloque em bicos de pés.

O investimento nos próximos anos vai ser pesado, mesmo que tanto a FCA como a PSA já tenham feito algum desse investimento na mobilidade eletrificada. Será preciso, também, investir para ter melhores resultados na China. 

Mas conhecendo-se o processo de decisão e ação de Carlos Tavares, tudo já estará identificado e será feito passo a passo, sempre seguros e com respeito pelas exigências dos consumidores. Quanto ao excesso de produção, mantendo a promessa de não fechar fábricas, a Stellantis pode diversificar segmentos, palcos e áreas de ação.

Será, igualmente, curioso perceber, qual será a política sobre o desporto automóvel, uma área muito querida para Carlos Tavares e encarada como uma muito útil ferramenta de marketing.

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