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Mercado Europeu recua 4% em dezembro, cai 24% no acumulado de 12 meses

O ano de 2020 foi o pior desde que há registos em 1990, com um recuo de 24% para 11.96 milhões de veículos. Dezembro conheceu uma perda de 4% face a igual período de 2019.

No mês passado, foram vendidos 1,21 milhões de unidades no território, dados fornecidos pela ACEA. O ano de 2020 assistiu à maior queda de venda desde 1990 com 24% de recuo.

O final de 2020 foi excelente para o grupo Volkswagen e para a PSA, o que permitiu amortecer a queda em dezembro.

O grupo alemão viu as vendas subirem 8,2% em dezembro, com todas as marcas a ganharem terreno, exceto a Audi. A Porsche ganhou 17%, VW avançou 16%, a Seat cresceu 5,5% e a Skoda teve 4,5% de crescimento. A Audi recuou 5,8%.

No caso da PSA, as vendas cresceram 1,7%. A Opel/Vauhxall ajudou neste resultado com um crescimento de 19%. Já a Citroen caiu 8,2% e a DS recuou 6,6%, com a Peugeot a manter o volume de vendas.

O Grupo Renault perdeu 16%, com a marca Renault a recuar 12% e a Dacia massivos 22%. A Ford perdeu 23% de vendas e na FCA, o crescimento foi de 7,5%. A Jeep voltou a ajudar com 20% de crescimento e a Fiat a ganhar 2,8%. 

No que toca aos asiáticos, a Toyota voltou a mostrar músculo com um ganho de 23%. Nissan perdeu 9,9%, a Kia recuou 11% e a Hyundai manteve o volume de vendas inalterado.

Quando olhamos para os construtores Premium e de Luxo, a BMW recuou 8,4% e a Mercedes perdeu 3,4%. A Jaguar revelou uma vitalidade inesperada, com um crescimento de 22%, ao passo que a Land Rover perdeu 12%.

Apesar de tudo, o mercado e os construtores mostraram resiliência depois de um primeiro semestre duro devido á pandemia, que pode ser repetido em 2021 com o descontrolo do Covid-19 em toda a Europa e no Mundo.

Naturalmente que as vendas foram sobrealimentadas por incentivos fiscais e vendas online com benefícios. Mas nunca conseguiram recuperar das perdas de março, abril e maio, tendo tido apenas um mês onde o resultado foi positivo durante 2020 face a 2019. Curiosamente, o mercado chinês voltou a crescer.

Olhando para os maiores mercados europeus, Espanha perdeu 32% e Reino Unido recuou 19%, Itália baixou 28% e França recuou 26%, com o mercado alemão a perder 19%.

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