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Stellantis devolve vida à Lancia como marca Premium

A famosa marca criada por Vincenzo Lancia em 1906, parte do grupo Fiat desde 1969 e agora marca do grupo Stellantis, não vai ser eutanasiada como se pensava.

Uma sombra daquilo que foi nos anos áureos em que os ralis lhe deram visibilidade e fama. A Lancia tem sobrevivido em Itália com um único modelo que conta com 10 anos de vida sem grandes alterações.

A salvação parece estar nas mãos de Carlos Tavares, o CEO da Stellantis, que deixou claro que todas as marcas do novo grupo vão ter oportunidades.

São 14 marcas, não será fácil desenhar um plano que compatibilize todas elas, mas as informações recolhidas de quem está perto do processo dizem que à esperança para a Lancia.

A Stellantis terá uma divisão de marcas Premium onde estarão a Alfa Romeo e a DS. É aqui que a Lancia vai parar. Esta divisão será liderada por Luca Napolitano, o patrão da Fiat para a região EMEA (Europa, Médio oriente e Ásia).

Esta é uma boa notícia para os amantes da marca de Turim, porém, temos de encarar estas novidades com alguma prudência.

Primeiro, há apenas indicação de uma nomeação para CEO da marca. Depois, não será fácil posicionar uma marca moribunda num segmento de topo.

Se recordarmos, o início do declínio da Lancia deu-se quando a Fiat retirou a marca dos ralis e tentou posicionar o produto no patamar Premium. A decisão de dar o nome Lancia a modelos feitos pela Chrysler foi a machadada final.

Em primeiro lugar, acredita-se que a Lancia receba um novo Ypsilon feito com uma base PSA. Depois, sendo Carlos Tavares um amante do desporto automóvel, acredita-se que a Lancia regresse ao Mundial de Ralis aproveitando a nova regulamentação híbrida e a contenção nos custos que a FIA vai implementar. Aproveitaria, assim, a história da marca para relançá-la.

Os próximos meses dirão mais sobre estas possibilidades, sendo certo que, para já, as notícias da morte da Lancia são, manifestamente, exageradas.