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Como era esperado, a Renault anunciou o fim do Twingo

E quem o confirmou foi Luca de Meo, o CEO do grupo Renault, à revista francesa L’Automobile Magazine. 

Porém, não espanta ninguém este anúncio de viva voz do fim da linha para o Twingo. Ou pelo menos aqueles que estiveram com atenção ao desfiar do novelo chamado Renaulution, feito pelo próprio Luca de Meo.

Quando apresentou o regresso do Renault 5, percebeu-se que haviam mexidas no alinhamento da gama e que apesar de ter recebido o reforço da versão elétrica, o Twingo tinha os dias contados.

Esta geração que forma a base do smart ForFour não terá sucessor. E a Renault tem vindo a descaracterizar o modelo que, surpreendentemente, não conseguia igualar as vendas do ForFour. Vá lá saber-se porquê!

Não será sem mágoa que Luca de Meo vai retirar a Renault do segmento dos citadinos puros e duros, ele que foi um dos responsáveis do Fiat 500 lançado em 2007 e da manutenção do Panda como um dos melhores do segmento.

Mas a maioria dos construtores está a fugir do segmento e Luca de Meo quer o máximo rendimento, ou seja, uma margem de lucro operacional elevada e com os citadinos… não vai lá chegar.

Não sendo rentável em ainda por cima, com a smart a migrar para a China, fazia pouco sentido insistir na quarta geração do Twingo. 

Assim sendo, quando faltam 3 anos para a chegada do R5 (apresentado em 2023 e venda em 2024), o Twingo terá três anos para seduzir mais alguns consumidores.