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DS4 e DS4 Cross são as novidades da marca premium francesa

A gama DS vai sendo recheada e chegou a vez do 4 e do 4 Cross para que a marca autonomizada em 2014 possa reclamar o título de construtor Premium Francês.

Começou como equipamento, depois versão de topo e, finalmente, como marca autónoma, a DS é um desígnio de Carlos Tavares. E a verdade é que apesar de muitos obstáculos e alguns percalços, a DS tem vindo a fazer o seu caminho.

Não está, ainda, ao nível dos alemães, mas já mostra alguma qualidade e uma assinatura luminosa que já é reconhecida.

É verdade que a gama é desequilibrada pois só tem dois modelos: o DS3 Crossback e o DS7 Crossback. O segundo é o mais vendido da marca com 24.038 unidades em 2020 (cerca de 3 mil unidades menos que em 2019), enquanto o primeiro ganhou vendas (cerca de 3200 unidades) tendo comercializado 19.111 veículos no ano passado.

Como o DS9 só vai chegar no final do ano e não terá grande expressão nas vendas, sobretudo no Velho Continente, este DS4 é fundamental ara a DS.

O novo modelo, herdeiro do anterior DS4, retirado do catálogo de vendas da marca em 2028, irá estar no coração das vendas europeias, o segmento C. E, como já é tradição, com um modelo que foge aos estereotipo dos modelos compactos. 

O DS4 é um crossover que mistura tudo num carro que, olhando para as fotos, é feliz nas suas linhas tortuosas e uma traseira que não será consensual. Fará melhor que o DS3 ou o DS7? A decisão está nas suas mãos, consumidor!

Duas carroçarias a piscar o olho a mais consumidores

A DS tem uma característica que pode ser olhada na perspetiva do “copo meio cheio ou meio vazio”. Todos sabemos que a maioria compra pela marca e no segmento Premium, Audi, BMW e Mercedes são as prioridades, independentemente das qualidades que os modelos tenham.

Ora, a DS seguiu o caminho da ostentação que esfrega nas nossas caras “eu sou um produto de luxo!”, especialmente no interior. Isto não é uma crítica, é a constatação de um facto que passa, também, por um estilo radical como já tinha sucedido com o DS3 Crossback.

Ora, o DS4 marca um avanço nessa característica, mas no bom sentido. É um carro grande (4,4 metros de comprimento, 1,83 metros de largura e 1,49 metros de altura) que a DS fez questão de muscular com a aplicação de jantes entre as 18 e as 20 polegadas. Tem um estilo que evolui face ao DS3 Crossback, tendo uma forma em cunha e lembrando, muito, uma “shooting brake”, abandonando as formas arredondadas em favor de linhas mais tensas e musculadas.

O DS4 terá duas carroçarias: uma “berlina” e um “Cross”. Este çode parecer muito diferente, mas na realidade é praticamente igual. A diferença é feita pelas barras no tejadilho, logótipos nas portas e um tejadilho da mesma cor da carroçaria, cria a ilusão de um carro mais alto e capaz de aventuras fora do alcatrão. Como dizem os franceses um “tromp d’oeil”.

Ambos os carros têm uma assinatura luminosa inesquecível, à frente e atrás, algo que faz parte do ADN da DS. E o DS4 e o DS4 Crossback não prescindem disso. Outra característica distintiva são os puxadores das portas escamoteáveis.

Interior sóbrio

Se o exterior marca pela postura musculada com uma traseira diferenciada, é no interior que as diferenças são ainda maiores. 

Em primeiro lugar, tem um estilo menos tortuoso, mantendo a grande qualidade dos materiais e da montagem. A diferença é que há menos ostentação, deixando claro que a marca francesa está a amadurecer e que há uma ideia mais precisa daquilo que a DS entende ser o “luxo francês”.

Mantendo a utilização do alumínio e da fibra de carbono, couro e alcantara, o interior do DS4 está mais focado nos detalhes de construção e na forma como tudo está certo e afinado.

As saídas do sistema de ventilação estão situadas nas portas, cujas forras são bem mais largas e acolhem, pela primeira vez na DS, os comandos dos vidros. Segundo a DS, o interior está pensado como um casulo onde os passageiros se sentem acolhidos, confortáveis e seguros. E o DS4 tem um detalhe de estilo primoroso: as saídas do sistema de climatização centrais estão disfarçadas atrás da fina lâmina que percorre todo o tabliê. 

O ecrã do sistema multimédia está posicionado no meio do tabliê sem estar demasiado destacado ou muito alto. A DS aproveitou para oferecer um novo interface, mais sofisticado e personalizável, seja por ação no ecrã sensível ao toque, seja por comando de voz.

Na consola central está um “touch pad” que permite atender o telefone ou escrever com os dedos para que o sistema se encarregue de interpretar e fazer uma chamada ou ligar o sistema de navegação.

O habitáculo do DS4 é amplo e a DS fez questão que houvesse espaço para todos. A distância entre eixos é generosa (2,67 metros), o banco tarseiro está desenhado para acolher qualquer gabarito e na bagageira há 430 litros de capacidade para os modelos a gasolina e diesel e 390 litros para o híbrido E-Tense.

Mecânica híbrida e motores a gasolina e a gasóleo

Feito com base numa evolução da plataforma EMP2 da PSA, o DS4 estreia esta evolução que estará, igualmente, na base do Peugeot 308. A PSA diz que a EMP-2 foi revista em 70% da sua tecnologia e dos materiais utilizados, e até do ponto de visto do conceito.

O DS4 não terá um eixo traseiro independente multibraços, mas um mais simples eixo de torção. Nada que seja preocupante, pois a DS e outras marcas já deram provas que sendo bem afinado é eficaz.

No que toca às motorizações, o DS4 terá blocos a gasolina e a gasóleo. No primeiro caso falamos dos motores PureTech 1.2 litros 130 e 1.6 litros 180 e 225 CV, no segundo do bloco 1.5 BlueHDI com 130 CV.Todos os motores têm caixa manual de seis velocidades ou automática de 8 velocidades.

A hibridização estará presente com uma versão E-Tense com uma unidade híbrida Plug In a debitar 225 CV e uma bateria de 12,4 kWh, capaz de oferecer 50 km de autonomia 100% elétrica.

Equipamentos inéditos

A utilização de uma plataforma diferenciada e melhorada, permite que a DS faça a oferta de novos equipamentos como a visão noturna (com deteção de peões e animais), amortecimento pilotado através de câmara (ou seja, adapta o amortecimento às condições da estrada “vistas” pelo sistema), “head up display” e todas as ajudas à condução e de segurança, além de condução semi-autónoma.

O novo DS4 estará disponível para encomenda já na Primavera, arrancando a produção na Alemanha daqui a algumas semanas e as primeiras entregas no outono de 2021. Os preços não são ainda conhecidos nem quando é que o carro chegará a Portugal.

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