Elétricos

Renault 4 será o próximo modelo 100% elétrico depois do R5

Luca de Meo anunciou, pessoalmente, que o Renault 5 estava de volta, mas não virá sozinho, pois o Renault 4 também estará de regresso e como modelo elétrico.

O reinventado Renault 5 estará de regresso ao mercado em 2023 como veículo 100% elétrico, fazendo parte de um programa de sete modelos elétricos (4 ligeiros de passageiros e 3 comerciais) a lançar nos próximos 5 anos.

O rumor dizia que o R5 e o R4 iriam regressar, o primeiro já foi oficializado e a revista Autocar já imaginou como será o novo Renault 4L – e que reproduzimos com a devida vénia – que, diga-se, acaba de fazer 60 anos.

Isto porque Luca de Meo deixou claro que haveria mais um modelo revivalista a caminho. O que não espanta, pois Luca de Meo foi o responsável na Fiat pelo lançamento do 500, um carro que é um gigantesco sucesso.

E Gilles Vidal, o responsável do estilo da Renault. Deixou claro que alguns modelos no futuro vão ter inspiração retro com estilo futurista coexistindo com o resto de uma gama apontada mais para diante.

Caso tudo isto seja verdade, o moderno 4L utilizará a plataforma CMF-B elétrica, tal como o R5 e a mesma implementação e cadeia cinemática do R5. Ambos estarão no segmento B, mas depois tergiversam de forma clara.

O 4L original foi pensado para ser um automóvel versátil num ambiente rural como era França há 60 anos. 

Portanto, o ressuscitado 4L será um crossover compacto que se diferenciará do mais desportivo e raçudo R5, com mais capacidade de bagagem e que poderá declinar-se num comercial ligeiro.

O novo 4L deverá chegar em 2025 e poderia, junto com o R5, oferecer uma reforma ao Zoe. Ou então a Renault mantem o Zoe com nova geração mais moderna e atualizada e oferecer uma gama retro apontada aos amantes do estilo e do revivalismo.

Laurens van der Acker já veio dizer que o R5 não será o fim do Zoe, pois este é o carro 100% elétrico mais vendido no Velho Continente.

Entretanto, como ficou claro no programa Renaulution, os SUV serão instrumentais para reavivar a marca nos segmentos C e D, com a tónica no lucro, essencial para recuperar a Renault.

Por isso serão sete modelos novos nos segmentos C e D, dois deles elétricos, nos próximos dois anos. Não será fácil pois como reconheceu de Meo, na última geração de modelos, a Renault falhou a primeira vaga de SUV do segmento C entretendo-se a fazer carros e monovolume. E, para ele, a falta de sucesso no segmento SUV-C explica muito da fraqueza da marca francesa.