Desporto

FIA resolve problema da RedBull com congelamento dos motores

A Honda vai abandonar o Mundial de Fórmula 1, mas o Covid-19 e a FIA vieram em auxílio da equipa de Milton Keynes.

A reunião da Comissão da Fórmula 1 decidiu algumas coisas, entre elas a tábua de salvação da Red Bull. A equipa britânica estava num beco sem saída depois do anúncio da Honda sobre o abandono da F1 no fional de 2021.

Ora, a decisão de congelar a regulamentação dos motores de Fórmula 1 até à próxima geração de motores a ser introduzida em 2025 – algo que a Red Bull vinha a pedir com muita insistência – permitirá que a equipa liderada por Christian Horner não precise de procurar novos motores.

Assim sendo, apesar do abandono da Honda, a Red Bull herdará a tecnologia dos motores e alinhará com as unidades de energia da casa japonesa sem comprar motores a um rival.

Segundo Helmut Marko, responsável pela Red Bull, “estávamos há algum tempo a discutir este assunto e depois da decisão da FIA em congelar os motores até 2025, podemos chegar a um acordo e continuar a usar as unidades híbridas da Honda.”

A AlphaTauri também vai usar os motores Honda, através da Red Bull Powertrains Limited. 

“A criação da Red Bull Powertrains Limited é uma ideia ousada da Red Bull, mas é uma ação que foi pensada de forma cautelosa e com ponderação. Estamos cientes do enorme compromisso exigido, mas acreditamos que a nova empresa é a forma mais competitiva para as duas equipas” referiu Helmut Markko.

Esta decisão da FIA é uma enorme ajuda à Red Bull e permite que a equipa tenha os seus próprios motores, eles que desde que assumiram a equipa Jaguar em 2004, sempre foram clientes.

A maior ligação de sucesso foi com a Renault, com Sebastien Vettel a ganhar quatro títulos de enfiada entre 2010 e 2013. A relação com a Renault deteriorou-se e a separação foi inevitável, caindo nos braços da Honda, desavinda com a McLaren.

Novo balde de água fria percorreu a espinha dos responsáveis da Red Bull quando a Honda decidiu desligar a ficha da F1 em favor do foco no desenvolvimento das baterias e da tecnologia da pilha de combustível a hidrogénio.

“Claro que ficamos desapontados quando a Honda tomou a decisão de abandonar a competição como fornecedor de motores, particularmente depois da relação ter dado frutos imediatamente. Porém, temos de lhes agradecer a disponibilidade de apoiar este acordo” referiu Christian Horner. Que acrescentou “é agora tempo de trabalhar na divisão de motores da Red Bull e integrar as novas instalações e as pessoas no nosso ‘Technology Campus’. Entretanto, estaremnos focados em oferecer à Honda o melhor resultado possível neste seu último ano como fornecedora de motores.”