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Porsche vai começar a produzir combustíveis sintéticos em 2022

A casa de Weissach terá uma fábrica sustentável e dedicada à produção de combustíveis sintéticos dedicados após Porsche de motores de combustão interna.

Foi durante a apresentação á imprensa do novo Porsche 911 GT3 que Frank Walliser, o responsável dos carros desportivos da casa alemã, revelou que “estamos a caminho, juntamente com os nossos parceiros da América do Sul, de começar a produzir combustível sintético. Claro que em 2022 será uma produção muito pequena para os primeiros testes.”

Para a Porsche é um caminho que foi longo “e exigiu um enorme investimento, mas temos a certeza que será um esforço importante da nossa parte para reduzir o impacto do CO2 no setor automóvel.”

Recordamos que no ano passado, a Porsche anunciou uma parceria com a Siemens Energy, AME, a Enel e a companhia dos petróleos chilena, ENAP. Isto com a ideia de desenvolver uma fábrica para a produção de combustível sintético para uso comercial e industrial.

O primeiro patamar, chamado Haru Oni, foi pensado para usar as condições de vento da zona sul do Chile para produzir combustíveis sintéticos com energia eólica.

Os patamares seguintes têm inscrito o inicio do funcionamento da fábrica em 2022 e uma aceleração de produção até aos 55 milhões de litros de combustível sintético até 2024. Até 2026, essa aceleração será de dez vezes mais produção (550 milhões de litros).

Para Oliver Blume, o CEO da Porsche, este projeto tem uma motivação. “As vantagens residem na facilidade de adaptação dos e-fuels: podem ser usados em motores de combustão e em híbridos Plug in e, também, podem ser disponibilizados na atual rede de abastecimento.”

E Frank Walliser amplia essa ideia ao explicar que “a ideia geral por trás destes combustíveis é não originar alterações nos motores, o que não aconteceu, por exemplo, com o E10 e o E20 (combustíveis com mistura de etanol). Ou seja, todos podem usar e estamos a testar tudo com as especificações das bobas normais. Além disso, não terá grande impacto na performance – oferecerá mais potência, pelo que vamos no caminho certo (risos) – mas as emissões são muito melhores, com muito menos partículas, menos NOx. Ou seja, tudo está no caminho certo.

Se é verdade que a Porsche está a investir, muito!, na eletrificação, a utilização de combustíveis sintéticos podem trazer as emissões para um patamar tão baixo que não seja obrigatório toda a gama ser 100% elétrica.

E não é segredo para ninguém que a Porsche gostava que o 911 continuasse assim até final da década.

Além disso, os combustíveis sintéticos têm entre 8 a 10 componentes, enquanto os combustíveis atuais oscilam entre os 30 e 40. Sendo artificial e sintético, não há produtos fósseis sendo mais limpo, ao nível de um carro elétrico. Segundo Walliser, “esperamos, com utilização em larga escala, uma redução do CO2 de 85%. E como já existe uma logística montada de distribuição e venda, teremos eficiência ao longo de todo o processo da produção ao veículo.”

A verdade é que mais construtores estão a olhar com carinho para esta solução e a VW e a Bentley estão a discutir a utilização destes combustíveis e a McLaren já revelou em 2020 que está a trabalhar num protótipo para demonstrar a viabilidade dessa tecnologia.

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