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McLaren Artura é um supercarro híbrido com 680 CV e sem marcha atrás!

O trabalho foi árduo, mas a McLaren apresentou o seu modelo híbrido Plug In – o segundo se considerarmos o P1 – que vai levar a marca de Woking até ao futuro eletrificado.

Chama-se Artura, tem 680 CV, chega dos 0-100 km/h em meros 3 segundos, tem um peso de 1496 kgs e foi fotografado no Autódromo Internacional do Algarve (AIA) e nas estradas que dão acesso ao complexo do AIA.

Poderíamos ficar por aqui, mas o trabalho que os homens e mulheres da McLaren colocaram neste novo modelo, merece que lhe contemos mais alguns detalhes.

Em primeiro lugar, o excelente peso que o Artura exibe, até porque sabemos que tem de arrastar uma bateria e um motor elétrico. Motor e bateria (apenas 7,4 kWh) que, com carregamento exterior, autoriza uma autonomia em modo 100% elétrico de 30 km com um consumo de 5,7 l/100 km.

Para lá disto, o Artura é um carro 100% novo apesar do estilo ser quase uma evolução do 570S. E aqui a McLaren seguiu o seu mantra “a função dita a forma” e por isso a semelhança com outros produtos da casa de Woking.

Olhando para as imagens, percebe-se o trabalho feito com a frente redesenhada, as generosas entradas de ar laterais, os escapes colocados por cima do difusor e os farolins finos. Enfim, um estilo muito próprio da McLaren que torna o Artura inconfundível.

Há outros detalhes como a barra LED debaixo dos faróis, as saídas de ar por cima dos pneus dianteiros e a pequena abertura na cobertura do motor que permite a fuga do ar quente, baixando dramaticamente a temperatura entre as duas bancadas de cilindros. De 900 para 240 graus! Detalhes que tornam o Artura quase uma peça de joalharia.

A McLaren utiliza o mesmo motor V8 desde que lançou o MP4-12C, ou seja, desde o início da viagem, seja com uma cilindrada de 3.8 ou 4.0 litros. O Artura é o modelo escolhido para estrear o V6 de 3.0 litros (V a 120 graus) que tem dupla sobrealimentação com os turbos a alojarem-se entre as duas bancadas de cilindros.

Depois, seguindo uma tecnologia usada pela Ferrari no SF90 Stradale, tem um motor elétrico de fluxo axial com 95 CV que está alojado na transmissão. 

Contas feitas, são 680 CV (585 do motor térmico e 95 do elétrico) que permitem, como referimos, chegar dos 0-100 km/h em 3 segundos. A transmissão é assegurada por uma caixa de dupla embraiagem de 8 velocidades, outra estreia do Artura. E, como não há duas sem três, o Artura também é o primeiro McLaren a ter um diferencial de controlo eletrónico. E aqui reside uma das particularidades do Artura: o carro não tem marcha atrás!

Quer dizer, a caixa não tem marcha atrás, pois há um pequeno motor elétrico que se encarrega de mover o carro para trás nas manobras necessárias. E porque razão é assim? Para que a caixa não fosse mais volumosa e acolhesse o motor elétrico e fosse poupado algum peso.

O motor faz 8500 rpm e como dissemos acima, chega dos 0-100 km/h em 3 segundos tocando os 330 km/h, limitados eletronicamente!

Quanto ao chassis é totalmente novo e feito, claro, em fibra de carbono que recebeu o nome de MCLA. O recurso ao material compósito permitiu que o chassis tenha, apenas, 82 kgs. E com as baterias, como referimos acima, o carro pesa, apenas. 1498 kgs, menos que um Porsche 911 e muito menos que um Lamborghini Aventador, por exemplo.

Doses maciças de alumínio e a carroçaria feita nesta liga (com exceção dos para choques e da lâmina dianteira, feitos em carbono) explicam o peso baixo do Artura. 

A suspensão é semelhante à do 720S, ou seja, utiliza o sistema “Proactive Damping Control” de controlo eletrónico da suspensão a que se junta uma direção com assistência eletro hidráulica. Finalmente, dizer que a passagem de uma modo de condução para outro se faz de forma separada para os conjuntos motor/transmissão e chassis/ESP.

A McLaren trabalhou bastante na ergonomia do Artura e isso resultou num posto de condução totalmente diferente.

O volante não tem um botão e os controlos dos modos de condução estão, agora, posicionados de cada lado do painel de instrumentos. São dois satélites que stão ao alcance dos dedos sem tirar as mãos do volante.

Para que todos possam beneficiar desta vantagem, o painel de instrumentos está solidário com a regulação da coluna de direção. Com as mãos no volante, basta esticar o indicador para acionar os modos de condução à esquerda para as regulações do chassis e os modos de condução à direita para o motor e caixa.

Esta arrumação não é uma novidade absoluta pois o Elva está equipado com esta forma de colocar tudo à distância de um dedo. Mas o Artura será o primeiro a oferecer num carro de produção não limitada.

Também de série são os bancos Clubsport que têm a particularidade de se mexerem num só eixo de uma forma elíptica para regular em altura e em inclinação. Não é tão bom como um sistema convencional, mas é bem melhor que oferecer bancos fixos não deixando de serem profundas e com excelente suporte do corpo. Como num banco de competição.

Como habitualmente na McLaren, o interior é minimalista e recebe um novo sistema de info entretenimento, com um ecrã sensível ao toque instalado de modo flutuante que esconde um sistema de atualização via internet sem passar por um concessionário.

Isto é possível devido à nova plataforma com uma nova arquitetura elétrica, que permite oferecer ajudas á condução e de segurança que nunca foram oferecidos pela McLaren: cruise control inteligente, alerta de transposição de faixa de rodagem ou faróis automáticos.

O McLaren Artura já está á venda, chegará aos concessionários em junho e as primeiras entregas serão feitas em julho. Quanto a preços, são desconhecidos, mas se pensarmos que o carro ficará entre o GT e o 720S, ficará perto dos 275 mil euros.

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