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Aqui está o novo Nissan Qashqai, eletrificado e mais espaçoso e ousado que nunca

O carro que deu origem ao segmento acaba de ser apresentado com um estilo mais ousado, eletrificação com a estreia do sistema e-Power e um interior mais espaçoso.

O percursor dos crossover chegou à terceira geração depois de mais de 3 milhões de unidades vendidas e uma vida longa de 16 anos. 

E chega com o distanciamento necessário das duas anteriores gerações sem perder o elo de ligação com o Qashqai original. É totalmente novo… mas é um Qashqai!

Desenhado, concebido e produzido no Reino Unido, começa na nova plataforma da Aliança Renault Nissan Mitsubishi, a CMF-C a base do novo Qashqai. Mas a Nissan não deixou de atualizar esta base, revestindo-a com um estilo mais musculado e ousado. Quase tocando o estilo do Juke, o Nissan Qashqai tem uma aparência mais robusta, atlética e dinâmica (reclama a casa japonesa) com a frente dominada pela grelha “V-Motion”. Esta grelha está rodeada por faróis LED Matrix, mais finos e com uma forma de “boomerang”.

Maior, mais ousado… mas Qashqai!

O carro está mais comprido 35 mm e está mais largo 32 mm que o atual Qashqai. Desta forma, o novo Nissan parece mais encorpado e mais baixo (o que não é verdade, pois o carro é mais alto… 10 mm), passando a oferecer como opção as jantes de 20 polegadas, novidade no Qashqai. Um pequeno empurrão para as variantes de topo se posicionarem mais acima no segmento.

O responsável pelo estilo do Nissan Qashqai é o britânico Matt Weaver – embora tenha sido supervisionado por Alfonso Albaisa, o patrão global do estilo da Nissan, baseado no Japão – lembra que a passagem para exclusiva utilização de motorizações eletrificadas, influenciou o estilo do Qashqai. Porquê?

Porque foi necessário reforçar o desempenho aerodinâmico, com as entradas de ar verticais na frente, o formato em cunha diferente do atual carro, que, evidentemente, não foi pensado para a eletrificação.

Por outro lado, o Qashqai conheceu uma cura de emagrecimento. A carroçaria é mais leve com a utilização de materiais compósitos e painéis de alumínio. São menos 60 kgs face ao atual Qashqai. Mas isso não impediu que com novas técnicas de estampagem e soldadura, a Nissan tenha aumentado de forma significativa a rigidez do carro em 41%.

Consequência disso? Mais refinamento, segurança e resposta às exigências dos utilizadores.

Plataforma moderna, mas requalificada

Como dissemos acima, o Qashqai utiliza a plataforma CMF-C remodelada, tendo suspensões de estrutura McPherson à frente e atrás. Sem surpresas, os carros de duas rodas motrizes têm um eixo traseiro de torção, enquanto os 4×4 estão equipados com um mais sofisticado sistema de rodas independentes multibraços.

Outra diferença face ao atual Qashqai é uma nova direção assistida que a Nissan reclama ser mais direta, responde melhor aos impulsos do condutor, oferecendo uma recompensadora experiência de condução. Tudo o que seja melhor que o atual sistema do Qashqai é ganho!

Se o exterior recebe atenção redobrada e um estilo mais ousado e musculado, o interior marca uma grande diferença face ao atual modelo.

Interior totalmente renovado e mais espaçoso!

Isto está de acordo com o objetivo da Nissan em oferecer um novo patamar de qualidade com um aspeto e sensações Premium com estilo distinto e utilidade melhorada. Esta é a teoria da Nissan que é colocada á prova dentro do Qashqai.

Com a tónica no sistema de info entretenimento e nas tecnologias de segurança, o habitáculo do Qashqai começa por destacar a maior habitabilidade.

Graças a uma maior distância entre eixos (mais 20 mm), há mais espaço para arrumar as pernas no banco traseiro – são mais 28 mm – na altura ao tejadilho (mais 15 mm) e a maior largura oferece um pouco mais de folga ao nível dos ombros á frente e atrás. 

A acessibilidade melhorou com as portas traseiras a abrirem num ângulo de 85 graus. Esta melhoria ajuda, sobremaneira, a colocar as cadeirinhas para bebés. 

A bagageira também recebe um aumento de capacidade de 75 litros face ao atual modelo (passa para 504 litros). Um avanço modesto cortesia do novo arranjo da suspensão que permitiu rebaixar o piso da bagageira. A versatilidade continua com o rebatimento dos bancos.

No que toca á visibilidade, o Qashqai tem os espelhos exteriores reposicionados, pilares A mais finos e um para brisas mais inclinado. Tudo conjugado, oferece melhor visibilidade que no atual Qashqai.

Digitalização com ecrãs de 12,3 e 9 polegadas

O painel de instrumentos passa a ser totalmente digital com um ecrã de 12,3 polegadas e o ecrã do sistema de info entretenimento passa a ser de 9 polegadas (até agora era de 7). Para além de toda a conectividade com o Apple Car Play e Android Auto, o NissanConnect disponibiliza a assistente da Google, Alexa, com controlo por voz de várias funções. Pode ligar até 7 aparelhos diferentes, há fichas USB-A e USB-VC.

A app do sistema NissanConnect permite o controlo remoto de certas funções do carro como a buzina, luzes e fecho central de portas. A Nissan disponibiliza um “head up display” com 10.8 polegadas, o maior do segmento reclama a casa japonesa. Naturalmente que o Qashqai conta com o sistema de condução autónoma ProPilot, na mais recente versão.

Eletrificação e a chegada do “e-Power” à Europa

Como referimos no início, o Nissan Qashqai é um carro eletrificado e por isso há duas escolhas no que toca a motorizações. 

Partindo da mesma base do convencional motor de combustão interna com 1.3 litros de cilindrada de origem Renault, pode escolher, em primeiro lugar, o sistema híbrido ligeiro com tecnologia 12V. E porque não com 48V?

A Nissan explica que é muito mais barato o sistema de 12V que o de 48V e consegue recuperar energia na desaceleração para alimentar o sistema elétrico do carro para quando este esteja parado. Além disso, dá uma ajuda em termos de binário quando é preciso por exigência do condutor no pedal do acelerador.

O motor 1.3 litros a gasolina (não há motores diesel!) tem dois níveis de potência: 140 e 158 CV. O primeiro só está disponível com tração dianteira, o segundo pode, como opção, ter tração às quatro rodas. Estará, também, disponível a caixa automática CVT da Nissan como opcional. 

Com a hibridização ligeira, o bloco do Qashqai deverá emitir entre 145 e 163 gr/km, valores não oficiais ou homologados.

A grande novidade é o sistema “e-Power”. Utilizando o motor 1.3 litros turbo com 157 CV, o bloco de três cilindros tem taxa de compressão variável e tem como missão ser o gerador de energia que alimenta o motor elétrico. Ou seja, o motor térmico não está ligado às rodas, é o motor elétrico que se encarrega de fazer o carro andar.

Um sistema muito semelhante ao usado por outras marcas como a Mitsubishi no Eclipse Cross ou a Honda no Jazz e no CR-V. 

A Nissan reclama um consumo de 5,3 l/100 km e emissões de 122 gr/km, valores inferiores, por exemplo, aos de um Toyota RAV4. O sistema é desconhecido na Europa, mas o Autoblogue já teve a oportunidade de experimentar o e-Power e será uma enorme surpresa, acreditem. Até porque tem o sistema “e-Pedal” do Leaf que permite usar apenas o pedal do acelerador para avançar e parar. Infelizmente, não faz mais que 3 quilómetros com o motor desligado e em modo 100% elétrico.

O Nissan Qashqai chega a Portugal no início do verão, com uma inevitável “First Edition” feita com base no motor 1.3 DIG-T nas duas potências (140 e 158 CV) com pintura bicolor e um preço de 33.600 euros.