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Mercedes apresentou o novo Classe C que está cada vez mais parecido com o Classe S!

A tradição ainda é o que era e depois do Classe S ser renovado, segue-se o Classe C e, mergulhando ainda mais na tradição, a evolução do Classe C torna-o cada vez mais um clone do Classe S!

A missão que a Mercedes-Benz desenhou para o Classe C não é, propriamente, fácil. O Classe C é o terceiro modelo mais vendido da Mercedes com 81.268 unidades comercializadas em 2020, atrás do Classe A e do GLC. A casa alemã quer aumentar as vendas e torna-lo sedutor em mercados tão díspares como Estados Unidos, Europa, Ásia e na China, onde haverá uma versão específica de chassis alongado.

Na hora de renovar, a Mercedes não hesitou e manteve uma tradição: inspirar-se no Classe S para oferecer um produto de qualidade superior na sua “guerra” particular com o Audi A4 e o BMW Série 3, na qual se imiscuem-se algumas marcas como a Volvo, por exemplo. Mas sempre com resultados muito limitados.

classe c cresceu

Ora, o novo Classe C tem dimensões majoradas no comprimento (4751 mm, mais 6,5 cm) e na largura (1820 mm, mais 1 cm). Para estas dimensões aumentadas, contribui a nova plataforma que tem uma distância entre eixos alongada 2,5 cm (para 2865 mm).

Já no que toca ao estilo, uma vez mais temos direito a uma evolução e não uma revolução, com os farolins traseiros a serem agora em forma de gota e a entrarem na tampa da mala ou no portão traseiro, no caso da carrinha. 

Na frente, o “sorriso” foi invertido e os faróis são semelhantes ao do Classe S. Os para choques dianteiro e traseiro também foram redesenhados e o vinco lateral foi suavizado. Os puxadores das portas foram colocados mais à face, mas continua convencionais e não escondidos como no Classe S.

interior semelhante ao Classe S

As grandes mudanças estão, porém, no interior do Classe C. A aproximação ao Classe S é vincada e basta olhar para as fotos para perceber isso. O tablier é muito semelhante e o destaque vai para o enorme ecrã central de 11,9 polegadas, onde está tudo o que são controlos do carro e o MBUX (Olá Mercedes!) em nova geração, espera-se ainda mais eficiente.

O painel de instrumentos continua a ser um enorme ecrã de 12,3 polegadas, totalmente personalizável. O volante tem já o novo desenho com duplos braços horizontais inundados de botões sensíveis ao toque como no Classe E e no Classe S. 

Como é hábito, as regulações dos bancos, os comandos dos vidros e dos espelhos estão nas portas. Há, também, um leitor de impressões digitais que verifica quem é que acedeu ao habitáculo e coloca todas as funções e regulações gravadas na memória ao gosto do utilizador.

Com o aumento de dimensões, o Mercedes Classe C oferece, reclama a casa alemã, maior habitabilidade, especialmente para quem segue no banco traseiro. São mais 2 cm de espaço para arrumar as pernas, aumentando o espaço para a cabeça em 1,5 cm. Já o espaço à altura dos ombros e dos cotovelos aumentou 2,54 cm à frente e 1,27 cm atrás.

Na bagageira, as versões híbridas Plug In perdem 30 litros de capacidade. Ou seja, o Classe C tem 455 litros de capacidade, o Plug In passa a oferecer 425 litros. Na carrinha a capacidade desce dos 490 litros (que podem chegar a 1510 litros, o que significa um aumento da capacidade base de 30 litros) para os 460 litros.

Há, também, novos equipamentos de segurança. Destaque para o airbag central e um sensor que em caso de deteção de choque lateral eminente, enche o airbag lateral para que condutor e passageiro fiquem mais longe das portas (dianteiras). Haverá bancos com massagem controlado pelo MBUX (Olá Mercedes!), propostos como opcionais.

suspensões alteradas, direção às quatro rodas e fim da caixa manual

O Mercedes Classe C vai oferecer, como opção, rodas traseiras direcionais, tal como sucede com o… Classe S. O eixo traseiro pode assumir um ângulo até 2,5 graus, reduzindo o diâmetro de viragem de 10,64 metros, menos 43 cm. As rodas viram no sentido contrário das da frente até aos 60 km/h, no mesmo sentido acima desses 60 km/h.

As suspensões foram melhoradas, particularmente na traseira, com um novo eixo multibraços. Na gente, o eixo passa a ter quatro braços de ligação. Com isto, a Mercedes reclama maior conforto e um melhor comportamento em curva. A suspensão pneumática será oferecida como opcional, sendo de série nos híbridos Plug In.

A caixa de velocidades automática 9G-Tronic, que passa a ser de série em todos os modelos do Classe C, foi desenvolvida para funcionar melhor com o sistema ISG de hibridização ligeira, marcando o desaparecimento da caixa manual da gama do Classe C. Um regresso ao passado da Mercedes… 

O sistema de tração integral 4Matic foi sujeito a desenvolvimento adicional. O novo diferencial do eixo dianteiro permite transferir um maior binário, com uma distribuição ideal entre os eixos, para uma maior dinâmica de condução. Adicionalmente, este novo diferencial do eixo dianteiro tem uma vantagem a nível de peso comparativamente ao do modelo antecessor – uma contribuição para a redução das emissões de CO2. Os técnicos conseguiram reduzir as perdas por atrito na nova caixa de transferência. Além disso, também integra um circuito de óleo fechado e não requer medidas adicionais de arrefecimento.

gama de motores hibridizadas com motores de 4 cilindros

A gama de motores contempla apenas blocos de 4 cilindros. E todos, gasolina e diesel, com hibridização ligeira (ISG) com tecnologia de 48 volts com alternador/motor de arranque/gerador. Graças a esta hibridização ligeira, há uma ajuda elétrica na potência e no binário que podem chegar a 20 CV e 200 Nm a mais, e redução de emissões de CO2.

As versões C180 com motor a gasolina com 170 CV e C300 com 258 CV, juntam-se aos C200 e C300 com transmissão 4Matic. O C200 contará com um bloco de 1.5 litros com 204 CV e 300 Nm. Segundo a Mercedes, é capaz de levar o C200 dos 0-100 km/h em 7,3 segundos, tocando os 246 km/h. No lado dos diesel, a Mercedes oferece o bloco de 2.0 litros com 200 CV (C220d) ou 265 CV (C300d). Todos com hibridização ligeira ISG.

Haverá, pouco depois do lançamento, uma versão híbrida Plug In, o C300e que conjuga um motor elétrico de 129 CV e o motor a gasolina com 1.5 litros a debitar 204 CV. Contas feitas, oferecerá 313 CV e 550 Nm de binário. Mas a grande novidade é que com a bateria de 25,4 kWh, o C300e consegue uma autonomia em modo 100% elétrico de 100 km! E a Mercedes promete que brevemente chegará uma variante Plug In, mas a gasóleo.

O carro pode ser atualizado “over the air” (OTR), ou seja, pela internet sem passagem pelo concessionário, tem navegação com realidade aumentada e o já referido Head Up Display, tudo coisas herdadas do Classe S. Da Fórmula 1 vem o turbocompressor que equipa o motor a gasolina de 258 CV, com geometria variável e compatível com o sistema ISG.

Olhando para tudo isto, a evolução do novo Mercedes Classe C é assinalável. O carro chegará ao mercado antes do verão, desconhecendo-se quais os preços em Portugal e quando é que chega ao nosso país.