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Afinal a Mitsubishi pode regressar em força ao mercado Europeu

Muitas decisões que forma tomadas antes da chegada de Luca de Meo à Renault estão a ser alteradas e uma delas, não tendo necessariamente a ver com a cada francesa, pode alterar o rumo da Mitsubishi.

Uma notícia do Financial Times diz que a Renault poderá fabricar modelos da Mitsubishi nas suas fábricas europeias. O que seria inverter o sentido da marcha da casa japonesa anunciado há pouco tempo e que congelou o lançamento de novos modelos no Velho Continente, promovendo a saída da Mitsubishi da Europa.

Recordamos que a Nissan adquiriu 34% da Mitsubishi quando esta foi “apanhada” a forjar algumas cifras de consumos e emissões declaradas.

O escândalo à japonesa fez a Mitsubishi perder a independência de que gozava dentro do Grupo Mitsubishi. A Nissan ficou com 34%, a Mitsubishi Heavy Industries detém 10,77% e a Mitsubishi Corporation com 9.25%. O resto está na posse de fundos de investimento.

A Renault, por via da sua participação no capital da Nissan também tem um pé na Mitsubishi e esta passou a fazer parte da Aliança Renault Nissan Mitsubishi. 

Os prejuízos da Nissan e da Mitsubishi puxaram ainda amais para baixo as contas da Renault. Ora, Luca de Meo apresentou o plano “Renaulution” onde a maximização do rendimento é foco e o combate ao desperdício total.

Não tendo como objetivo fechar fábricas e o desejo de reduzir a produção para se focar no lucro, Luca de Meo não explicou como manter as fábricas quando estas já estão a menos de 70% da capacidade.

A resposta pode estar aqui: a Renault vai passar a produzir os produtos da Mitsubishi no Velho Continente. Mas… o plano de reestruturação de larga escala da casa japonesa conhecido como “Small but Beautiful” dizia que a Mitsubishi cancelava o lançamento de novos produtos e ia saindo da Europa para se concentrar nos mercados onde tem melhor performance e sair dos outros.

Ao que parece, Luca de Meo torceu o nariz aos planos da Aliança Renault Nissan Mitsubishi em dividir o mercado mundial em zonas de ação pelas três marcas, implementado por Jean-Dominique Senard. Aliás, deverá ter “metido” a mão na gestão e de lá abriu a cartola e tirou um coelho.

A Mitsubishi tem 1% de quota de mercado no Velho Continente e carros como o Outlander PHEV ou o Space Star tem conhecido relativo sucesso: o primeiro vendeu 33.664 unidades, o segundo 35.669 veículos.

O que Luca de Meo está a ver é uma ocupação para cerca de 100 mil unidades (a Mitsubishi vendeu cerca de 101 mil unidades) para as fábricas europeias da Renault. Modelos como o novo Outlander, previsto apenas para os EUA e Ásia, mas que é feito com a plataforma do Qashqai e tem muitos elementos oriundos da Nissan.

Esta decisão vai aumentar a ligação entre as três marcas da aliança, sem fusões, algo a que a Nissan tem profunda alergia e não seria bem recebida no orgulhoso Japão, mas poupando imenso dinheiro nas sinergias e ocupando as fábricas europeias.

Contas feitas, a Renault não aumentaria a sua produção, focar-se-ia nos segmentos onde está o lucro, teria as suas fábricas com ocupação acima dos 70% e a Aliança reforçaria a sua presença no mercado, cobrindo uma mais vasta área de clientes, cintando, também, com a ajuda da Nissan.

A Mitsubishi já reagiu, de forma muito insípida, dizendo que a decisão de congelar o desenvolvimento de novos modelos está de pé.  Do lado da Renault, lábios selados. Veremos nas próximas semanas se o novo Outlander vêm, ou não, para a Europa e se a Mitsubishi vai ou não recuar.

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