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A evolução da interface máquina/condutor contada pelos SEAT 1400 e SEAT Leon

Passou de inexistente para obrigatório, de desconhecido a exigido, enfim, o ecrã do sistema de info entretenimento tem uma longa história contada pela SEAT.

Em apenas uma década, os ecrãs tornaram-se o centro de muitas das nossas atividades e os automóveis não são alheios a esta tendência. 

Do nada para tudo. O que costumava ser um extra no modelo 1400, aquele pequeno espaço no painel de instrumentos reservado para o rádio, agora condiciona uma grande parte do design interior do automóvel. 

É no ecrã central da quarta geração do SEAT Leon que quase todas as funcionalidades estão agrupadas. Para Dani Molina, a mudança foi clara: “a principal evolução no painel de instrumentos foi que primeiro só tinha um rádio, depois foram adicionadas novas funcionalidades em diferentes botões e alavancas e agora todas estas funcionalidades foram concentradas no ecrã central”. Um local para controlar tudo. 

Após quatro anos de trabalho de design, uma tarefa partilhada pelos departamentos de interior e digital, o Leon poderia ser descrito como um tablet sobre rodas. O painel de instrumentos já não incorpora botões para além dos botões de aviso e de ligar/desligar, uma vez que todas as funções são controladas a partir do ecrã tátil. Um exemplo claro desta revolução, é que desde a terceira geração Leon até à presente, foram eliminados até 20 botões!

Ao contrário das tendências anteriores, hoje o ecrã está numa posição elevada, paralela ao volante. Assim, “o utilizador tem tudo o que precisa na ponta dos dedos e ao alcance da vista”, explica o designer da IU da Seat. O sistema, desenvolvido na premissa da horizontalidade, é configurado num máximo de dois cliques para alcançar as principais funcionalidades de condução, “uma para ver o estado e outro para as ligar ou desligar”, acrescenta ele. 

É precisamente este sistema de dois cliques que é fundamental para a conceção da interface do utilizador, que tem um objetivo básico: otimizar a interação entre o utilizador e a máquina. 

“Se se pode fazer algo em dois cliques, porquê fazê-lo em três?” explica. É por isso que, por detrás do ecrã do novo Leon, há milhares de testes com utilizadores para determinar a melhor forma de orientar a visualização e promover uma interação eficiente. “Se desenhamos ícones bonitos, mas o utilizador não os compreende, então não fizemos o nosso trabalho corretamente”, acrescenta.

A este nível tecnológico, a questão é o que vem a seguir. Para Dani Molina, o passo seguinte é a humanização. As respostas do automóvel deixarão de ser pop-ups e serão personalizadas numa espécie de diálogo: “é muito importante que o automóvel deixe claro que está a ouvir os pedidos do utilizador, que este não está a falar sozinho, e que responde de uma forma mais humana, assistida e mais rápida”. E para além do ecrã, “um dia, as imagens poderiam até ser projetadas no para-brisas como respostas”, concluí.

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