Home

Novo Hyundai Bayon vem completar gama SUV da casa coreana

A Hyundai já tinha revelado partes do modelo, agora retirou o véu sobre o mais recente elemento da sua família SUV, o Bayon.

Lançado para o segmento B, o novo SUV entra na liga onde estão Ford Puma, VW T-Cross e Nissan Juke, por exemplo, quando chegar ao mercado no Verão.

Para que não haja dúvidas, o nome do novo modelo da Hyundai pronuncia-se “Bye-Onn”, embora o nome esteja conotado com o capital do País Basco francês Bayonne. E a escolha deste pitoresco nome reflete a ideia de que este é um carro feito por uma marca sul coreana, mas a pensar exclusivamente no mercado Europeu. O Bayon (byeonn) não será vendido fora do Velho Continente.

O modelo também não tem aspirações a andar fora de estrada. Apesar da altura ao solo (183 mm), das cavas das rodas ornamentadas de arcos negros em plásticos e das proteções dianteira e traseira – como dizem os franceses “tromp d’oeil” – nada disto permite ir mais além do que com um i20, por exemplo.

A diferença para este é que há mais espaço pois o Bayon tem 4180 mm de comprimento, 1775 mm de largura e uma distância entre eixos de 2580 mm. Provavelmente não saberá de cor as dimensões do i20, mas podemos dizer-lhe que são ligeiramente maiores (o i20 tem 4040 mm de comprimento, 1750 mm de largura, mas exatamente a mesma distância entre eixos) e que a base do Bayon é, claro, a do i20.

Isto estamos nós a dizer-lhe pois a Hyundai fez tudo para apagar as ligações ao i20, seguindo na direção do estilo proposto pelo Kauai. E apesar de manter a aposta nas nervuras e no estilo um pouco complicado, o Bayon não passa despercebido e tem um aspeto muito assertivo. Cortesia da nova linguagem de estilo da Hyundai, a “Sensuous Sportiness” imaginada por Luc Donckerwolke. Se pensar que foi ele que desenhou o Audi R8, o Lamborghini Murcielago e o Gallardo, percebe de onde vêm esta linhas da nova linguagem de estilo da Hyundai.  

Para lá da pequena grelha que separa o capô em concha do para choques XXL com a grelha com padrão “waffle”, dos finos faróis diurnos, destaque para os grupos óticos em forma de flecha – um tema visto por todo o carro – e para os farolins traseiros com o mesmo tema. Não é um estilo consensual e vai criar discussão, acreditamos.

Já o interior é decalcado do i20, praticamente sem alterações. O que é uma escolha acertada, pois disfruta dos ecrãs do painel de instrumentos (com 10.25 polegadas) e, depois, consoante as versões, outro com 8 ou 10.25 polegadas para o sistema de info entretenimento. 

O espaço a mais é oferecido pelo aumento ligeiro de largura e altura, sendo estas as cotas beneficiadas, pois para arrumar as pernas é exatamente igual ao i20. Beneficia, também, a bagageira que passa de 351 litros no i20 para 411 litros no Bayon, que pode chegar a 1205 litros. 

A mecânica não tem versões diesel, apenas a gasolina com 1.0 litros (3 cilindros). Aqui há duas variantes: 100 CV e 172 Nm de binário e 120 CV e 172 Nm de binário. Ambos têm hibridização ligeira com tecnologia de 48 volts, estando disponível uma caixa de 6 velocidades manual com sistema de igualização de rotação na redução (ou seja, não precisa fazer ponta tacão para igualar as rotações quando reduz… o que no Bayon faz tanta falta como uma viola num funeral…) e uma caixa automática de 7 velocidades.

Curiosamente, a diferença entre os dois motores em termos de performance é… quase nula. O 100 CV chega dos 0-100 km/h em 10,7 segundos, o 120 CV ganha 0,4 segundo. Com a caixa automática, perde-se quase 1 segundo no mesmo exercício.

A Hyundai não revelou cifras sobre consumos e emissões, mas o AUTOBLOGUE pode revelar-lhe que, tendo por base o que faz o i20, os consumos andarão entre os 5 e os 6 l/100 km com emissões entre os 117 e os 130 gr/km de CO2.

Categories: Home, Notícias

Tagged as: , , , ,