Home

Conhece todos os carros que venceram o “Car of The Year”? E o que significaram para o mercado?

Porque o Toyota Yaris venceu o troféu 2021 e porque são muitos os que já ganharam este galardão, reconhecidamente, o mais importante no universo automóvel, o AUTOBLOGUE decidiu recordar todos os vencedores e o que cada um significou para o mercado.

Rover 2000 (1964)

Foi o primeiro a receber a distinção de Carro do Ano Internacional. Destacava as suspensões desenhadas para tornarem o carro confortável, mas seguro em curva. Conhecido como P6, o Rover 2000 tinha um interior espaçoso e um motor de 2.0 litros com 105 CV (fraquinho…). A critica feita á falta de potência foi respondida com um V8 da Buick com 3.5 litros com 160 CV: 0-100 km/h em 10,5 segundos. Um “foguete” para a época! Foram produzidos 320 mil unidades em mais de 14 anos de vida, tendo cedido o seu lugar na gama Rover ao SD1 em 1976.

Austin 1800 (1965)

A vitória chegou através da bagageira, do interior muito espaçoso e pela arrumação da mecânica tudo à frente. Conhecido como “caranguejo” devido ao seu estilo muito peculiar. Parecia um enorme sucesso, mas muitos problemas de fiabilidade tornaram o 1800 um carro raro com menos de 40 mil unidades vendidas. Foi substituído em 1975 pelo Austin Princess.

Renault 16 (1966)

O sucessor do Fregate foi um gigantesco sucesso! O seu conforto, espaçoso interior e versatilidade da quinta porta, trouxeram elogios de todos os quadrantes. Até Striling Moss, o conhecido piloto britânico, disse que o Renault 16 era o “carro desenhado com maior inteligência.” Vendeu quase 2 milhões de unidades, mas o tempo não tem sido amigo do 16 e muitos foram consumidos pela ferrugem e ainda mais “morreram” depois de terem sido muito usados. Há poucos e por isso é um carro que apesar da produção massiva, é raro e começa a ver os preços a subirem de tom. Foi substituído pelos Renault 20/30.

Fiat 124 (1967)

O três volumes de linhas direitas do 124 ganhou o Carro do Ano devido a estar à frente do seu tempo: molas helicoidais para oferecer mais conforto e muito melhor comportamento e travões de disco para maior segurança. A partir do modelo base nasceram uma carrinha, um coupé (Sport Coupé) e um roadster (Sport Spider), para lá das versões desportivas S. Só viveu 8 anos, tendo terminado a produção em 1974, substituído pelo 131. Começa a ser cada vez um carro mais raro, pois a ferrugem consome-os por dentro. 

NSU Ro80 (1968)

Foi fábrica de motos, mas de uma forma inesperada, apareceu em 1968 com um automóvel. Esguio, aerodinâmico, com soluções inovadoras e um motor inovador com uma solução desenhado por Felix Wankel de pistões rotativos. Era um carro mais potente que a média da época e muito mais suave que um motor convencional. Porém, era pouco fiável e necessitava de muita manutenção. A NSU acabou vincada pelos problemas de fiabilidade, os custos das garantias afetaram a tesouraria da empresa. Acabou nos braços da Volkswagen e deu origem à Audi. Ganhou o carro do ano, mas não significou praticamente nada. Hoje é um carro raríssimo, mas não muito apreciado.

Peugeot 504 (1969)

Desenhado por Pininfarina, o 504 foi elogiado pela “italianização” das suas linhas, pelo conforto e refinamento, qualidade de construção superior e uma visibilidade e fiabilidade consistentes. Ainda por cima, Pininfarina decidiu desenhar um coupé e um descapotável lindíssimos, a que se juntou uma carrinha. Ganhou o carro do ano em 1969 e só parou a produção em 1983 com a chegada do Peugeot 505. Manteve-se no ativo até 2006 em outras geografias, sendo um dos carros que mais viveu, tendo sido produzidas um total de 3 milhões de unidades, na Europa, pois mais de 500 mil foram deitas em outros países. A sua proverbial resistência é provada por um carro que passou do milhão de quilómetros. Hoje começam a ser carros raros.

Fiat 128 (1970)

Mais um carro típico da Fiat: compacto, prático e versátil, desenho simples, mas sedutor e fiabilidade sem falhas. Inovador, tinha tração dianteira com motor transversal e a caixa colocada lado a lado com o motor. O 128 estabeleceu a bitola para a produção em massa de carros com tração dianteira. Foi produzido durante quase 20 anos e recebeu versões de 2 e 4 portas e um desejável e raro Coupé. Chegou ao fim em 1985 tendo sido substituído pelo Ritmo. Cada vez há menos, destruídos pela ferrugem e pelo mau uso.

Citroen GS (1971)

A suspensão autonivelante foi um dos destaques da Citroen e à conta disso, o GS ganhou o Carro do Ano. No caso do GS a suspensão independente pneumática estabeleceu novos patamares de conforto e de tecnologia. O comportamento era excelente e independentemente da carga, o GS ficava sempre na mesma posição. Conheceu uma renovação em 1979, conhecida como GSA, mas que era quase a mesma coisa. O GS e o GSA venderam cerca de 2.5 milhões de euros, tendo sido produzido em diversos locais em redor do Mundo. Ao fim de 16 anos, o GS foi substituído pelo ZX. 

Fiat 127 (1972)

O 127 deu à Fiat o terceiro troféu em seis anos, sendo um carro que era muito baseado no 128. Destacava inovações de segurança como as zonas de dissipação de energia e a coluna de direção colapsável. O 127 viveu 12 anos, conheceu diversas renovações e vendeu-se em números impressionantes. Foi substituído pelo Uno. 

Audi 80 (1973)

Nascida das cinzas da NSU (vencedora com o Ro80) e da Auto Union, a Audi foi.se desenvolvendo e surgiu com um vencedor com o 80. Foi o primeiro carro da marca nascida quatro anos antes a ganhar. Oferecido nas versões de 2 e 4 portas e, mais tarde, um coupé, ofereceu a arma necessária para combater as ofertas de Ford e Opel. Destacava praticalidade, impressionante gama de motores e um estilo simples, mas agradável. O 80 trouxe para a Audi clientes mais jovens e estabeleceu as bases para a eterna luta com a BMW e a Mercedes. Depois deste, existiram mais três gerações do 80 até que chegou o A4.

Mercedes 450SE (1974)

Veloz. Luxuoso. Seguro! Como sempre, o Classe S da Mercedes destacou-se pela inovação e neste ano, oferecia um volante acolchoado para ajudar a minimizar os ferimentos no condutor e farolins traseiros nervurados para afastar a sujidade e manter a luminosidade. Na época era o melhor carro e o mais seguro. Depois de ser Carro do Ano, a Mercedes introduziu o primeiro motor turbodiesel no 300SD, o primeiro carro de série com este tipo de motor, em 1978. Foram vendidas 473.035 unidades em oito anos de produção.

Citroen CX (1975)

Derivando o seu nome da sigla do coeficiente de arrasto (CX), dizem muitos dos amantes da marca que este foi o último dos “verdadeiros” Citroen e o último dos grandes carros da marca do “double Chevron”. Foi carro do ano pelo seu estilo afilado, conforto inigualável e um interior revolucionário. Os europeus adoraram o CX pelo estilo, pelas dimensões e pelo conforto. Foram vendidos cerca de 1.2 milhões de unidades em 17 anos de vida. São raros e os preços estão a subir em flecha.

Simca 1307-1308 (1976)

Começou a ser produzido pela Chrysler, mas a meio a SImca foi adquirida pela PSA. O carro foi desenhado no Reino Unido, mas a engenharia era francesa. Uma origem complicada de um carro que na época marcava a diferença. O SImca ganhou o troféu pelo estilo, pela praticabilidade e elevados níveis de equipamento. Quando chegaram à mecânica… olharam para o lado, já que o SImca tinha mecânicas velhíssimas. Apanhado num momento complicado da vida da Chrysler e da PSA, conheceu diversos nomes e marcas, tendo desaparecido da gama da PSA como marca e como modelo em 1986, substituído pelo Citroen BX e pelo Peugeot 405. Não será um clássico e a pobre fiabilidade e a propensão para enferrujar acabou com a maioria deles.

Rover SD1 (1977)

O sucessor do P6 (o primeiro modelo a receber o troféu de Carro do Ano) bebeu inspiração no Ferrari Daytona, mas nasceu numa altura em que a Rover estava com muitas dificuldades. E poupança era a palavra de ordem. Prescindiram do sofisticado eixo traseiro do P6 e colocaram um exo rígido com travões de tambor. Prejudicava-se, assim, o conforto, o comportamento e a segurança. Ganhou o troféu pelo estilo que, ainda hoje, é sedutor e pela utilização do V8 Buick herdado do P6. Má sorte ter nascido no pior momento da Rover e da British Leyland, pois foi apoquentado por uma qualidade de construção péssima e uma fiabilidade terrível. Por tudo isso, foram vendidas apenas 300 mil unidades durante 10 anos de produção. Foi substituído pelo Rover 800, uma co-produção com os japoneses da Honda.

Porsche 928 (1978)

Deveria ter sido o substituto do 911, mas falhou nessa missão e acabou por ser um modelo adicionado à gama da Porsche, destacando o motor V8, um comportamento soberbo e um preço que era perfeitamente razoável. Argumentos que acabaram por lhe oferecer o troféu em 1978. Foi a primeira e única, até agora, vitória da Porsche no COTY. Como dissemos, o carro nunca tomou o lugar do 911, caminhou lado a lado com o mítico modelo, mas “morreu” em 1995 com 61 mil unidades produzidas. Antes de ser eutanasiado, o 928 recebeu a versçao GTS com 350 CV e muitas melhorias que, hoje, fazem dele um carro muito procurado e com um preço já muito alto. O 928 “normal” também tem a cotação a subir.

Simca – Chrysler Horizon (1979)

O Horizon foi vendido como Simca, Chrysler e Talbot e reclamou o prémio de 1979 nas “barbas” da Fiat que concorria com o Ritmo. E porque ganhou o Horizon? Porque os jurados elogiaram a engenharia e por usar o moderno “layout” de tudo à frente. O Ritmo também, mas a verdade é que um dos piores carros da época ganhou o título. A Chrysler Europa conseguiu com o Horizon conquistar dois prémios em três anos. Mas as dificuldades financeiras da casa mãe nos EUA levaram à abertura de falência, um resgate financeiro (não foi o último…) e à obrigatoriedade de venda da operação europeia. Acabou nas mãos da PSA e o Horizon passou a chamar-se Talbot em 1979. Não vendeu mal mas era inferior a modelos como o Escort MK3, Opel Astra até o próprio Fiat Ritmo. Com muitos problemas com a corrosão, poucos são os que sobreviveram em condições. Mas também não são colecionáveis.

Lancia Delta (1980)

Desenhado por Giorgetto Giugiaro, era um carro elegante, bem proporcionado, com o modelo de carroçaria moda na época (5 portas com portão traseiro). O chassis era excelente e tinha um conforto assinalável e com as rodas colocadas nos extremos da carroçaria e uma distribuição de peso excelente, oferecia um comportamento de elevado nível. Tudo porque tinha suspensões independentes nas quatro rodas, algo pouco habitual para a época. Mas o Delta tinha mais modernidades: direção de pinhão e cremalheira (a maioria tinha sistema sem fim), banco traseiro rebatível em duas partes, desembaciador e ar condicionado como opcional. Por tudo isto, a vitória foi fácil. O Delta conheceu uma carreira de sucesso ilustrada com a participação no Mundial de Ralis. Venceu 46 provas e ganhou 6 campeonatos mundiais. Conheceu inúmeras variantes com os HF 4WD, HF Integrale, HF Integrale 16V e, em 1991, surgiu o Integrale Evoluzione (ou Evo), que é dos mais procurados pelos colecionadores. Mas todos eles – e já começam a subir de preço os GT i.e. 1.6 e os 1.3 litros – são muito procurados e com preços assustadores.

Ford Escort MK3 (1981)

Sabem como se chamava, internamente, o Escort MK3? Era conhecido como “Erika” e introduziu massiva diferença face às duas gerações anteriores: passava a ser um “tudo á frente”. Apesar da forma acaixotada, tinha um bom coeficiente de arrasto, tinha suspensões independentes nas quatro rodas e os motores CVH mostraram-se fiáveis e com pouca manutenção. Chegou a afastar do topo das vendas da Ford o Cortina, recebeu versões desportivas como o XR3 e XR3i – cujas versões descapotáveis encantaram muita gente – e o mais exclusivo RS1600. A sua fiabilidade permite que ainda existam milhões de unidades mais plebeias que os XR, sendo estes mais procurados e com preços mais elevados.

Renault 9 (1982)

Nasceu como carro global e fez mais de 2,2 milhões de quilómetros de testes. O Renault 9 era um carro conservador em termos de estilo e de mecânica, tentando a marca francesa evitar repetir o erro com o 14. O 9 era mais funcional, confortável e tinha um melhor comportamento. Curiosamente, tinha suspensões independentes nas quatro rodas e uma rara caixa manual de 5 velocidades. Viveu até ao ano 2000, mas hoje ninguém se lembra dele, pois o Renault 11, devido às versões Turbo que se ilustraram na competição. O 9 também teve uma versão Turbo, raríssima. Começam a desaparecer, consumidos pela corrosão ou pelo abate.

Audi 100 (1983)

O modelo da casa dos anéis foi elogiado pelo seu refinamento, pela aerodinâmica (Cx de 0.30) que oferecia consumos baixos. Na época, conseguiu um recorde de 410 pts, ganhando facilmente ao Ford Sierra. E com tração dianteira, o Audi 100 derrubou o mito dos carros de topo só poderiam ter tração traseira. O 100 foi o carro que ajudou a Audi a estabelecer-se como marca Premium, vendeu mais de 1 milhão de carros até ser substituído em 1990, mas não deixou marca como clássico.

Fiat Uno (1984)

Foi apresentado mundialmente no Cabo Canaveral nos EUA e lutou no segmento onde a Fiat era mestre com o irrequieto Peugeot 205. Ganhou o título de Carro do Ano 1984 porque era uma enorme evolução face ao 127, tinha mono escova limpa para brisas, algo inédito na época. Foi elogiado pelo preço acessível, bom comportamento e economia de combustível. Era levezinho, menos de 800 kgs! O Uno consolidou a posição da Fiat como especialista dos utilitários – ainda hoje é! – viveu apenas uma geração com profunda remodelação antes de desaparecer em 1989 dando lugar ao Punto. Foram vendidas milhões de unidades- contando com a produção até 2013 no Brasil, foram mais de 9 milhões de exemplares –  e as versões Turbo i.e. e TurboD são das mais procuradas com valores já elevados. A corrosão e o desprezo pelo carro nas versões mais básicas, faz com que comecem a desaparecer.

Opel Kadett (1985)

A versão E do Kadett apareceu em 1984 e destacou-se pelo estilo inovador (!), melhorado interior e uma alargada gama de motores. O Kadett declinava-se em versões de 3 portas, 5 portas e carrinha Caravan e foi feita uma variante desportiva GSI. Foi o último dos Kadett e deu lugar ao Astra, nome adotado do Vauhxall Astra, a versão britânica do Opel Kadett. Ainda serviu de base para o Chevrolet Kadett e Daewoo Nexia.

Ford Scorpio (1986)

Esta vitória só foi possível porque na época as marcas generalistas vendiam carros de topo. O Scorpio tinha um estilo inspirado no Sierra (mais parecia ter sido feito a escantilhão), mas de maiores dimensões e com alguma elegância. Tal como o Sierra tinha versões de 4 e 5 portas. Para lá dos motores mais simples, tinha um V6 suave, mas sedento. Mas o que fez o Scorpio ganhar foi a oferta de série do ABS, o primeiro a oferecê-lo de série. A primeira geração ainda manteve o nome Granada para não magiar os puristas, mas na segunda série ficou só como Scorpio. O grande problema de um carro que era confortável e muito bem equipado residia no estilo. Terá sido o desenho de um carro mais fustigado de sempre. Dizia-se que quem dirigia o estilo enganou-se e levou para a Ford os desenhos dos filhos. Esta segunda geração viveu apenas 4 anos e nunca mais regressou á gama Ford um modelo topo de gama.

Opel Omega (1987)

As novidades que introduziu – computador de bordo, um porta luvas refrigerado, aerodinâmica refinada e suspensão traseira independente multibraços – ofereciam conforto e agradabilidade de condução. Conheceu versões apimentadas com um motor de 3.0 litros e o fabuloso Lotus Omega de 1990. Só foram feitos 200 carros, sendo hoje um objeto de cobiça dos colecionadores com valores acima dos 120 mil euros. Quanto ao Omega, saiu de cena em 1994, sem grande sucesso.

Peugeot 405 (1988)

Mais uma vez, um desenho inspirado da Pininfarina permitiu ao 405 vencer o troféu de 1988 face ao Citroen AX. Além disso, ganhou pelo comportamento, equipamento e facilidade de condução. A aplicação da gama de motores XU com o XUD 1,9 litros a destacar-se, também ajudou á conquista. Durou 10 anos antes de passar o testemunho ao 406 em 1997. Mas continua em produção no Irão através da empresa Iran Khodro. Foram vendidos cerca de 2.5 milhões de unidades. Apesar deste número impressionante, começam a desaparecer do plano de clássicos, sendo o 406 MI 16 o mais procurado a preços que começam a deixar de ser acessíveis.

Fiat Tipo (1989)

Para acabar de uma vez por todas com as críticas à corrosão que fazia os seus carros desaparecerem “comidos” pela ferrugem, o Fiat Tipo apresentou-se com uma carroçaria totalmente galvanizada. Uma plataforma bem conseguida, um estilo agradável e um interior bem arrumado e com enorme espaço habitável. Melhor que muitos carros do segmento acima. Querem um exemplo? O Tipo tinha o tamanho do Ford Escort, mas tinha mais espaço interior que um Ford Sierra. Tinha um excelente comportamento, preços acessíveis e bons níveis de equipamento. O Tipo tem uma coroa de louros: foi o único carro a vender mais que o VW Gol no Brasil! A Fiat acabou com o Tipo em 1995, substituindo-os pelos Stilo e pelo Bravo, mas com um sucesso muito mais limitado. Pouco estimado, o Tipo tem vindo a desaparecer, não pela corrosão, mas pelo abate e pelo abandono.

Citroen XM (1990)

Queria promover o regresso do CX, sendo um carro impressionante, totalmente galvanizado, linhas desenhadas por Bertone e uma suspensão hidropneumática com controlo eletrónico. Um sistema que criou algumas dores de cabeça, mas que mantinha o carro sempre alinhado mesmo em curva, impedindo que a carroçaria se mexesse. Infelizmente, os alemães já dominavam o segmento e o XM foi atacado por problemas eletrónicos que prejudicaram a sua imagem. A recessão global adicionou mais um prego no caixão onde foi depositado o XM em 2000, tendo sido vendidas em 10 anos apenas 333.775 unidades. Não há muitos disponíveis e sabe-se que quem os tem dificilmente os vende. Não tem uma cotação muito elevada.

Renault Clio (1991)

A primeira geração do Clio não era mais que um Renault 5 com um robe bonito e arredondado. Mas era um utilitário divertido de conduzir, prático q.b., barato, com níveis de equipamento muito completos e preços acessíveis. Da primeira geração nasceu o Clio Williams, um carro raro, muito procurado e caro. A primeira geração do Clio teve três fases e foi (continua a ser) um enorme sucesso.

Volkswagen Golf (1992)

A maturidade da terceira geração do Golf ofereceu-lhe o troféu, destacando-se a qualidade de construção, uma oferta alargada (3 e 5 portas, carrinha e cabrio) e a estreia do motor 1.9 litros turbodiesel. Manteve o GTI e adicionou um VR6 com um motor V6 de 2.8 litros. O Golf 3 foi, também, o precursor dos atuais sistemas “stop&start” com o Economatic. Mais tarde surgiu o ABS de série em toda a gama. Únicas pechas? O comportamento, particularmente face ao Peugeot 306, e uma série de recolhas devido a problemas técnicos.

Nissan Micra (1993)

Todos ficaram boquiabertos quando o Fiat Cinquecento foi batido pelo Nissan Micra. O estilo bonitinho, motores económicos e excelentes consumos, acabaram por lhe dar a vitória. Mas juntou-se a qualidade de construção e um arsenal de equipamentos de segurança (onde pontificavam os pré-tensores dos cintos de segurança, fecho central de portas e ABS). Infelizmente, o Micra tinha tendência para ceder de forma clamorosa à corrosão e foram várias os jornalistas que viram em modelos novos de pré-produção já com ferrugem à vista especialmente onde estavam as caleiras de escoamento de água nas ilhargas traseiras. Acabou substituído pelo modelo K12.

Ford Mondeo (1994)

O carro que a Ford queria mundial (dai o nome Mondeo derivado de Mundus que significa Mundo) assumiu várias identidades. Em 1994, seduziu os jurados através do excelente comportamento – foi a partir daqui que a Ford estabeleceu como prioridade o comportamento dos seus carros – e da suspensão auto niveladora para a carrinha e os amortecedores adaptativos. O Mondeo tinha aquecimento do para brisas (o sistema Quickclear) e foi um dos primeiros carros a oferecer airbags laterais. A primeira geração do Mondeo vendeu 1.5 milhões de unidades e a segunda geração ofereceu variantes desportiva ST24 e a ST200.

Fiat Punto (1995)

Foi desenhado por Giorgetto Giugiaro e foi um momento de inspiração. O Punto, ainda hoje, é um carro feliz no estilo seja com três como com cinco portas. Foi muito bem recebido e graças a um espaço interior muito generoso, uma qualidade de construção acima do esperado e com um cabriolet a juntar-se á gama, o Punto era melhor que o Uno. As mecânicas foram herdadas do Uno, incluindo os excelentes blocos FIRE (Fully Integrated Robotised Engines) e o comportamento do carro anterior. Mas tudo mais maduro e elaborado. O Punto conheceu uma versão GT com 135 CV e com uma surpreendente resistência á corrosão. Talvez por isso ainda existam muitos em diversas condições de conservação e para todos os gostos.

Fiat Bravo/Brava (1996)

Com o Bravo e a versão de cinco portas Brava, a Fiat quis refrescar a sua imagem. O três portas era mais desportivo, o cinco portas mais familiar e confortável. Ambos bateram o Peugeot 406, destacando o “value for Money” e uma qualidade de construção decente. Ambos tinham um bom comportamento, apesar da orientação diversa do Bravo e do Brava, algo pouco comum. O carro recebeu uma remodelação a meio do ciclo de vida, foi introduzido o motor JTD a gasóleo e a variabte desportiva HGT com motor equipado com variador do tempo de abertura de válvulas. Tinha 155 CV. Foi substituído pelo Stilo em 2001, mas a Fiat ainda fez, com base no Bravo/Brava, o polemico Multipla e o Linea.

Renault Megane Scenic (1997)

Este foi um modelo que marcou uma nova geração no universo automóvel. Além de ser o primeiro monovolume compacto, foi o primeiro monovolume a vencer o COTY. Era território virgem e a Renault, cautelosamente, não previa vender mais de 450 carros por dia. Falha total: a marca francesa chegou a produzir 2500 carros por dia! O Megane Scenic era exatamente igual ao Megane em termos mecânicos e a plataforma era também a mesma. Isso permitia reduzir bastante os custos de produção. Com motores a gasolina e a gasóleo económicos e, sobretudo, uma versatilidade e praticabilidade enorme, o Megane Scénic conheceu uma popularidade. Acabou por ganhar vida própria depois da primeira remodelação de 1999. Uma das excentricidades foi o Scenic RX4, gozado na época, mas precursor dos SUV. 

Alfa Romeo 156 (1998)

Um dos carros mais bonitos jamais lançados no mercado, desenho inspirado de Walter da Silva, com um interior delicioso e um chassis de qualidade. Os motores Twin Spark e o V6 Busso complementavam uma gama de excelência. O comportamento era de excelente nível e tudo isso convenceu os jurados do Carro do Ano. O puxador da porta traseira escondido, o perfil ligeiramente inclinado e um conforto muito aceitável, eram detalhes de estilo do 156. Infelizmente, o 156 era muito sensível á ferrugem e a parte elétrica era demasiado frágil com o avançar dos anos. Recebeu uma remodelação em 2003 e acabou substituído pelo 159 em 2004. Com 680 mil unidades produzidas, apesar dos problemas com a corrosão, ainda existem algumas unidades disponíveis.

Ford Focus (1999)

Feito com base na linguagem de estilo “New Edge” da Ford e com um chassis e suspensões pensadas para oferecer o melhor comportamento, o Focus impressionava. O Ford estabeleceu a bitola do segmento neste particular, sendo um enorme salto em frente face ao medíocre Escort MK5. Foi o ano em que o Opel Astra ficou no segundo lugar. Os motores Zetec ajudavam a dar ainda mais lustro ao Focus e sendo oferecido em 3 e 5 portas e carrinha com preços acessíveis, o sucesso foi claro. Chegou a ser o carro mais vendido no Mundo e já vendeu mais de 16 milhões de unidades desde 1999 até aos dias de hoje. Continua a ser dos melhores carros do segmento.

Toyota Yaris (2000)

Era conhecido como o “Fun Project”, foi desenhado e desenvolvido pela Toyota Europa em Bruxelas, embora tivesse demandado o Japão como Toyota Vitz. Conseguiu, de entrada, 4 estrelas EuroNCAP e o motor 1.0 litros económico satisfazia. Bateu em 2000 o inovador e muito bem pensado – mas feio – Fiat Multipla por apenas 19 pontos, muito por culpa do inteligente interior, com muitos espaços de arrumação, um painel de instrumentos localizado no centro do tabliê e um banco traseiro deslizante. Entre 1999 e 2005 foram vendidos mais de 1,4 milhões de exemplares.

Alfa Romeo 147 (2001)

Ganhou por apenas 1 ponto face ao Ford Mondeo MK3, mas o Alfa Romeo 147 seduziu pelo estilo elaborado pelo alemão Wolfgang Egger, pela utilização dos motores Twin Spark e JTD a gasóleo, uma qualidade em progressão e um comportamento decente. Viveu durante 10 anos tendo como expoente máximo o GTA com motor V6 de 3.2 litros. Conheceu uma remodelação em 2004, mas a fiabilidade voltou a estar em causa. O 147 acabou em 2010 sendo substituído pelo Giulietta.

Peugeot 307 (2002)

A mudança de paradigma na transição do 306 para o 307 ficava evidente no facto de este ser mais alto e mais espaçoso que o primeiro. A Peugeot passou a desenhar os carros internamente afastando-se dos desenhos da Pininfarina dos anos 80 e 90. Os jurados destacaram o motor 2.0 HDI muito eficiente, um interior muito funcional e um conjunto de equipamentos de segurança como o ESP. As versões estavam bem equipadas e os preços eram razoáveis. Foram vendidos um total de 3,8 milhões de unidades com a produção a continuar na China e na América do Sul, enquanto na Europa foi substituído pelo 308 em 2007. 

Renault Megane (2003)

A segunda geração do Megane foi desenhado sob a supervisão de Patrick Le Quement, que tinha “inventado” uma linguagem de estilo que tinha como montra o Renault Velsatis. Foi a montra para diversas inovações como o cartão de acesso e arranque, o botão de ignição e o tejadilho de abrir panorâmico. Foi o primeiro carro a conseguir as 5 estrelas EuroNCAP. Apesar do estilo… estranho, o Megane vendeu em números estratosféricos.

Fiat Panda (2004)

Chamava-se “Gingo”. Mas, a Renault entendeu que o nome era demasiado parecido com Twingo e por isso contestou e foi-lhe dada razão. O carro não tinha nada a ver com o original em termos de estilo e tecnologia, mas perante esta situação, a Fiat recuperou o nome Panda. Para lá do estilo muito bem conseguido, a segunda geração do modelo conseguiu bater a quinta geração do Golf. Com motores a gasolina e um diesel Multijet, era um carro irrequieto, bem equipado e com qualidade acima da média do segmento. Foi usado em múltiplas tarefas, conheceu várias versões (inclusive um 4×4) e ganhiu admiradores em todo o mundo. Um enorme sucesso.

Toyota Prius (2005)

A chegada da tecnologia á produção em série foi feita através do Prius, um carro que na época era chamado como “Hybrid Synergy Drive”. Um sistema muito mais complexo que propostas de outros não igualavam, oferecendo uma eficiência assinalável. O Prius estava á frente do seu tempo com um motor com ciclo Atkinson raramente usado e que hoje é comum em todos os híbridos para ajudar a baixar as emissões de CO2. A Toyota ficará na história como a marca que muitos anos antes de todos correrem para os híbridos, apostou nesta tecnologia cara e que muitos desvalorizaram. 

Renault Clio (2006)

Foi o primeiro carro na história do COTY a conquistar o galardão por mais que uma vez. Seguindo a receita do modelo original, esta geração do Clio destacava-se por ser ligeiramente maior que os rivais, sendo destacado pela qualidade, segurança e conforto além da habitabilidade. Ganhou o COTY em 2006 e continua a ser instrumental na gama da Renault e vai fazer parte do futuro da marca.

Ford S-MAX (2007)

Era um carro único e conhecido como o “Sports SUV”, oferecendo sete lugares, um estilo muito agradável, muita versatilidade e praticabilidade e um comportamento de referência. Ainda assim, ganhou por apenas 2 pontos face ao Opel Corsa. As jantes de 18 polegadas endureciam um pouco o carro e prejudicavam o conforto, mas os genes do Mondeo MK4 (de onde vinha a plataforma) tornavam o S-MAX num carro muito divertido. O carro foi tão bem-sucedido que a Ford não mudou o carro até 2015, estando ainda em catálogo numa altura em que as pessoas fogem para os SUV.

Fiat 500 (2008)

Luca de Meo e a Fiat arriscaram com a interpretação moderna do 500. Mas conseguindo capturar a essência e a alma do modelo original, a Fiat arriscou e ganhou… largo! O 500 foi (e é!) um enorme sucesso rendo já sido declinado em dezenas de versões, explorando as mais valias italianas em termos de estilo, moda e luxo. Chegou a um milhão de unidades em 2012, 2 milhões foram alcançados cinco anos depois e já vai a caminho dos 3 milhões de unidades, tendo recebido dezenas de prémios, entre eles o COTY 2008. Da Abarth à Riva, passando pela Gucci e por outros ícones italianos, o 500 é um verdadeiro “case study” tendo sido o único dos carros revivalistas a ter sucesso com uma fórmula atualizada para a mobilidade elétrica.

Opel Insignia (2009)

A grande berlina da Opel recebeu o prémio em 2009, destacando um estilo diferenciado e preços acessíveis, além de um interior espaçoso e bem equipado. Ganhou à justa sobre o Fiesta… apenas 1 ponto! Conheceu várias identidades, vive nos EUA como Buick Regal e Chevrolet Vectra, na Austrália como Holden Insignia e Commodore e Opel Insignia no Velho Continente. Teve uma segunda geração em 2017.

Volkswagen Polo (2010)

Curiosamente, a 5ª geração do Volkswagen Polo foi o segundo carro da Volkswagen a ganhar o COTY depois de em 1992 o Golf 3 ter levado o troféu para Wolfsburg. O maior elogio feito ao Polo foi ser um carro muito semelhante ao Golf. Qualidade, fiabilidade, a caixa DSG e o estilo austero, mas sedutor, destacaram-se. Recebeu modernização em 2014 e saiu de cena com a chegada da 6ª geração em 2017.

Nissan Leaf (2011)

O Leaf ficará sempre marcado por ter sido o primeiro carro 100% elétrico a ganhar o COTY. Mas também ficará marcado pela polémica que estalou na época, sendo os jurados acusados de oferecer o galardão à Nissan por ser politicamente correto galardoar um carro ecológico que não era o melhor carro. O Leaf estava à frente do seu tempo, mas a sua autonomia era curta e isso lançou algum ceticismo. Mas o carro foi sendo melhorado, as baterias evoluíram e o Leaf atual não tem nada a ver com o original. E claro que sim, em 2011 os jurados decidiram premiar o politicamente correto.

Opel Ampera (2012)

E no ano seguinte voltaram ao mesmo ao entregar o COTY ao Ampera, um carro que não era elétrico nem híbrido. Era um carro com uma enorme bateria no meio da plataforma – que anulava a possibilidade de ter cinco lugares – motor elétrico e um moor de combustão que servia de extensor de autonomia ao carregar a bateria. Numa primeira fase a GM dizia que não havia ligação às rodas do motor térmico, lá teve de admitir que aquele ajudava para obter a máxima performance. E quando acabava a bateria, o motor térmico é que fazia o motor elétrico funcionar. Durou apenas três anos e as vendas foram residuais em todo o Mundo. Um carro à frente do seiu tempo que ficou depressa demais desatualizado.

Volkswagen Golf (2013)

Fica o registo: nos últimos 38 anos, as diversas gerações do Golf ficaram, sempre, no top 3 do COTY. E a 7ª geração conseguiu, mesmo, repetir o feito da 3ª geração, ganhando com ampla margem para o Toyota GT86. Ficou a história do galardão como o segundo carro a conseguir mais que uma vitória, depois do Renault Clio. Esta 7ª geração ofereceu uma enorme plêiade de versões, entre elas as desportivas GTI e GTD (a gasóleo) e até uma variante elétrica. Esta geração terminou em 2020 quando chegou o Golf 8.

Peugeot 308 (2014)

Aqui está o modelo que fez a Peugeot regressar ás vitórias após 12 anos de jejum, conseguindo ganhar o galardão que reconheceu a viragem da Peugeot, batendo o BMW i3 e o Tesla Model S. Os jurados não quiseram cometer o mesmo erro outra vez. Foi a quarta vitória da Peugeot, com um carro elogiado pelo estilo, pelo refinamento e pelas inovações como o i-Cockpit. Foi um carro que deu que fazer ao Golf. Foi remodelado em 2017 e esta á espera de uma nova geração já este ano.

Volkswagen Passat (2015)

Já vendeu mais de 23 milhões de unidades desde 1973, é oferecido nas versões de 4 portas ou carrinha, com motores a gasolina, diesel e híbrido e ganhou o COTY com a sétima geração. Bateu o Citroen C4 Cactus e o Mercedes Classe C, destacando o refinamento, qualidade, habitabilidade e bagageira amplas e uma cuidada escolha de motores. Rumores dizem que a oitava geração não terá sucessor. 

Opel Astra (2016)

Com uma ajuda de um português (Pedro Lazarino) o Opel Astra ganhou o COTY de 2016 graças a uma renovação total com uma nova plataforma uma redução de peso sensível (200 kgs), boas performances, comportamento e eficiência. Uma habitabilidade muito generosa era outro dos destaques. Recebeu alterações em 2019, ligeiras, estando á espera das decisões da Stellantis para receber nova geração.

Peugeot 3008 (2017)

Este é a epitome dos SUV: agressivo, alto, posição de condução dominante, rodas grandes e um interior futurista com o i-Cockpit. A segunda geração do 3008 era totalmente diferente da primeira, com mais qualidade e aquela faísca diferenciadora que fez dele um carro de sucesso. Tornou-se num dos carros mais vendidos da Peugeot, conheceu evolução em 2020 e receberá a terceira geração já em 2023.

Volvo XC40 (2018)

O progresso da Volvo desde que se aninhou no colo da Geely impressiona qualquer um e se o XC90 não mereceu a distinção dos jurados do COTY, o mais pequeno XC40 conseguiu ganhar o galardão. Destaca o estilo rebelde e agressivo, o conforto, a qualidade e o refinamento semelhante ao do XC90 ou do XC60. Repleto de equipamento de segurança e com versões para todos os gostos, o XC40 ganhou na frente do Seat Ibiza. Continua o seu percurso com sucesso, terá uma versão 100% elétrica dentro em breve e a companhia do C40, um SUV coupé 100% elétrico.

Jaguar i-Pace (2019)

Ganhou o COTY pelo desempate dos jurados face ao Alpine A110 que ficou igualado em pontos com o Jaguar i-Pace. A primeira tentativa da JLR com um modelo elétrico foi um sucesso e desde que o Leaf venceu em 2011, este foi o segundo carro 100% elétrico a ganhar o COTY. Considerado pela imprensa como um carro melhor que o Tesla Model X e que o Audi e-Tron, o i-Pace continua a ter sucesso nos mercados mais sorvedores de elétricos, estando à espera de renovação, pois os rivais estão a reordenar-se e prometem luta.

Peugeot 208 (2020)

O utilitário da Peugeot ganhou a eleição de 2020 perante o Tesla Model 3 e o Porsche Taycan, com uma confortável margem. Foi a sexta vitória da Peugeot (504 em 1969, 405 em 1988, 307 em 2002, 308 em 2014, 3008 em 2017 e 208 em 2020), destacando o estilo, o interior e a oferta de um modelo 100% elétrico que tem conhecido interessante sucesso. E vendeu 200 mil unidades em 2020.

Toyota Yaris (2021)

O utilitário da Toyota ganhou na frente do Fiat 500, sendo a segunda vez que o Yaris ganha o galardão COTY. Um dos segredos está no Yaris GR, um carro específico para a competição com matrículas, vendido em duas versões, mas que pouco tem a ver com o resto da gama. Ainda assim, o novo Yaris é um excelente carro e mereceu o prémio.