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Ensaio Ford Fiesta 1.0 MHEV ST Line: bem-vinda (curta) economia!

Sistema híbrido suave oferece ao motor Ecoboost com 1.0 litros e três cilindros uma (curta) melhoria na economia muito bem-vinda. Tudo o resto ficou igual… e ainda bem!

Rating: 3.5 out of 5.
  • A Favor – Comportamento, performances, agradabilidade de utilização
  • Contra – Insonorização, alguns materiais

A Ford ainda está a dar os primeiros passos no que toca à eletrificação e só começará, efetivamente, a partir do momento em que o Mustang Mach-E estiver difundido por toda a Europa (está quase).

O Fiesta juntou-se ao Puma e ao Kuga e também ao Focus, com uma hibridização suave de 48V que promete oferecer uma redução no consumo de combustível ao bloco 1.0 litros Ecoboost a gasolina. 

O Fiesta não tem novidade nenhuma e caminha a passos largos para uma renovação que a Ford ainda não anunciou, mas que deverá surgir a breve prazo. Isto caso a Ford queira insistir no segmento, pois a casa da oval azul quer focar-se nos SUV.

COMO É O SISTEMA HÍBRIDO SUAVE DO FIESTA?

É um sistema típico, ou seja, tem um motor de arranque/alternador acionado por correia e oferece um pouco de binário devido à ajuda da potência elétrica de uma bateria de iões de lítio que depende totalmente da regeneração de energia na travagem para se recarregar.

Com este sistema, há uma redução do tempo de resposta do turbo, ativa o sistema “stop/start” quando se circula abaixo dos 25 km/h e oferece energia extra á aceleração. Graças a este menor tempo de resposta, o motor recebe um turbo maior, foi possível baixar a taxa de compressão, o que desde logo oferece um ganho de 5% em termos de eficiência.

A bateria adiciona pouco peso ao carro e por via disso as performances não são minimamente afetadas com 0-100 km/h a ser cumprido em 8,9 segundos e com uma velocidade máxima de 219 km/h. Sempre com caixa manual!

Dizer que o Fiesta recebeu, além deste sistema híbrido, uma série de sistemas como alerta de tráfego em cruzamento com travagem autónoma e assistência ao parqueamento perpendicular, neste caso no nível ST Line, bem como um sistema de som B&O.

QUAIS AS DIFERENÇAS DESTE PARA OUTROS FIESTA?

Pouca coisa. Não há nada que faça perceber que este é um Fiesta híbrido, a bateria do sistema não afeta rigorosamente nada, seja na bagageira seja no habitáculo. E o peso extra não afeta, também, nada.

O habitáculo do Fiesta está a precisar de ser renovado, pois está algo datado. Isso é visível nos muitos botões físicos que existem dentro do interior do carro e até o ecrã está orientado para o centro e não para o condutor. Estou a criticar? Não! Até nem gosto nada de ver tudo relegado para o ecrã do sistema de info entretenimento.

Para si, a única diferença são os novos ícones que estão no painel de instrumentos e que avisam quando está a regenerar energia na travagem ou quando estamos a puxar por todo o sistema híbrido.

O sistema da Ford “esconde” muito bem a regeneração, com travões facilmente doseáveis e encorajando-nos a desengatar o carro mais cedo e a deixar o “stop/start” e assim aproximar-se mais dos valores homologados pela Ford no protocolo WLTP. Já agora dizer que o sistema “stop/start” é muito suave e rápido a reagir.

COMO É O FIESTA EM UTILIZAÇÂO?

O sistema híbrido da Ford fornece ajuda elétrica desde baixas rotações misturando-se para oferecer uma curva de binário mais favorável a baixas rotações. E isso percebe-se quando recuperamos aceleração ou quando precisamos de ganhar velocidade.

Não é um jorro de potência e binário contínuo e quando levantamos o pé pode acontecer que uma ou outra hesitação. Mas tão suave que na maior parte das vezes não dá por ela.

O modo Sport (além do Normal e do Eco) permite que a ajuda elétrica seja mais presente e a resposta ao acelerador seja melhor e mais imediata.

O três cilindros da Ford continua com o seu ruído característico e a caixa de seis velocidades rima bem com o sistema. E sempre com a rapidez, velocidade e acerto habituais no Fiesta e na Ford. Todos os controlos são precisos e permitem tomar conta das operações sem grandes dificuldades.

No fundo, a hibridização trouxe uma pequena redução dos consumos – média final de 6,9 l/100 km, embora tenha chegado aos 5,6 l/100 km – deixando tudo o resto igual. Quer isto dizer que o Fiesta híbrido continua tão divertido de conduzir como outro Fiesta qualquer, tendo a vantagem dos 155 CV e da hibridização que dá um pequena ajuda. Além disso, o Fiesta continua a ter uma relação performance conforto espetacular como não há igual. E numa estrada sinuosa… escolherei sempre o Ford Fiesta.

O QUE É QUE EU PENSO DO FIESTA MHEV 155?

Para começo de conversa, este híbrido é muito agradável e se não retira ou oferece um grama às performances, à agradabilidade de condução e à relação conforto/comportamento, o sistema híbrido oferece maior economia. Um ganho pequeno, é verdade, mas este acaba por ser, agora, o melhor Fiesta da gama. Excetuando o ST, claro!

Ficha técnica

Motor: 3 cilindros com motor de arranque/alternador com tecnologia 48V; Cilindrada (cc): 999; Potência máxima (CV/rpm): 155/6000; Binário máximo (Nm/rpm): 240/2500; Transmissão: dianteira, caixa manual de 6 velocidades; Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente; Suspensão (ft/tr):independente tipo McPherson/Independente multibraços; Travões (fr/tr): Discos ventilados/discos; Prestações e consumos Aceleração 0-100 km/h (s): 8,9; Velocidade máxima (km/h): 219; Consumos (l/100 km): 5,1; Emissões CO2 (gr/km): 116; Dimensões e pesos 

Comp./Lar./Alt. (mm): 4040/1735/1476; Distância entre eixos (mm): 2493; Largura de vias (fr/tr mm): nd; Peso (kg): 1144; Capacidade da bagageira (l): 292(1093; Deposito de combustível (l): 42; Pneus (fr/tr):195/60 R15; Preço: 22.747€