Elétricos

Audi Sky Sphere: um protótipo espetacular que vai de GT a roadster devido a uma plataforma variável

Com uma plataforma com distância entre eixos variável e um compartimento do motor e eixo dianteiro que recuam, o Sky Sphere é um protótipo espetacular.

O protótipo é elegante, elétrico e tem essa particularidade de ter uma distância entre eixos variável e que assim passa de desportivo a GT e vice-versa.

Mas o mais interessante do Sky Sphere é o compartimento do motor e o eixo dianteiro que podem recuar 250 mm para trás, enquanto no interior quando se passa de condução autónoma para condução manual, um volante e uns pedais surgem no interior.

O Sky Sphere faz parte de um trio de protótipos (os outros chamam-se Grand Sphere e Urban Sphere e ainda não foram revelados) que verão a luz do dia no Concours d’Elegance de Pebble Beach, Califórnia.

A Audi decidiu fazer um carro que além de ser variável tem a capacidade de recuar a frente 25 cm (embora isto seja apenas um conto de fadas já que na produção em série não será possível, para já), tem ainda duas formas de ser conduzido.

Com um toque num botão, pode conduzir um carro elétrico com 4940 mm de comprimento, uma distância entre eixos curta e rodas traseiras direcionais que asseguram grande agilidade apesar das dimensões do carro.

Ou então, ser conduzido num GT com condução autónoma, 5190 mm de comprimento e com uma habitabilidade recordista.

Para movimentar tudo isto, o Sky Sphere tem um motor elétrico colocado no eixo traseiro com 465 CV e 750 Nm de binário, alimentado por uma bateria de 80 kWh.

A altura deste protótipo da Audi é de apenas 1230 mm, destacando um capô ridiculamente grande e cavas das rodas onde moram jantes de 23 polegadas com um desenho específico para refrigerar os travões.

A grelha dianteira está forrada de vidro e abriga todo o tipo de sensores para a condução autónoma e não só.

Com a capota removida, o interior de dois lugares apresenta um enorme espaço dominado por comandos sensíveis ao toque e um ecrã central que vai de um lado ao outro. Que tem a capacidade de mudar dos tradicionais ecrãs de um automóvel quando é utilizado por um humano para ecrãs de entretenimento quando em modo autónomo.

O Audi Sky Sphere nunca chegará à produção em série, mas Gael Buzyn, o responsável pelo estúdio de design virtual da Audi em Malibu, Califórnia, explicou que “o design prefigura a próxima linguagem de estilo da marca. É uma mistura de fluidez muscular, linhas arquitetónicas que ‘disparam’ através do carro. É extremamente elegante e aerodinâmico.” 

Já Henrik Wenders, vice-presidente da Audi, sustentou que “é importante que estejamos a começar a abrir a nossa mente e a apresentar conceitos e interpretações diferentes com base na tecnologia que nos é oferecida. Estamos a assistir à década mais fascinante na indústria automóvel, porque estamos a transformar o automóvel num dispositivo experimental”.