Elétricos

União Europeia quer 30 milhões de carros elétricos na estrada até 2030!

O objetivo para daqui a menos de 9 anos é ter 30 milhões de carros totalmente alimentados a eletricidade nas estradas e para isso há um plano.

O documento estratégico já foi revelado e mostra este objetivo verdadeiramente ambicioso que vai exigir aos construtores um esforço insano para acelerar a transformação. 

Uma aceleração que faz pouco sentido e que vai ter uma fatura pesada em termos financeiros e sociais.

Para se perceber o que é que são 30 milhões de carros 100% elétricos, neste momento, agosto de 2021, rodam nas estradas do Velho Continente 1,4 milhões de veículos 100% elétricos. As contas são fáceis de fazer e para chegar ao objetivo da UE, serão precisos, pelo menos, 3,1 milhões de unidades por ano. Leu bem, 3,1 milhões de unidades por ano até 2030!

O plano europeu traça objetivos para todo o setor dos transportes exigindo mais comboios rápidos, duplicando a sua existência até 2030. Depois, a União Europeia quer que as viagens entre cidades abaixo dos 300 quilómetros sejam carbono neutras. Ou seja, quem quiser ir de Lisboa ao Algarve terá de o fazer com um carro zero emissões, mas se vier do Porto já pode trazer o seu veículo normal.

O plano da União Europeia passa também, por ter “prontos para o mercado” aviões e barcos zero emissões em 2035. Mas há mais pérolas!

Os objetivos traçados neste plano incluem duplicar o transporte de mercadorias por comboio e triplicar as viagens em comboios de alta velocidade a meio do século. Assegurando a União Europeia que haverá amplo quadro jurídico e legislativo para forçar o cumprimento destas ideias.

Todos estes objetivos surgem numa altura em que a discussão sobre o endurecimento das regras sobre emissões está ao rubro e pode levar a que a redução das emissões em 2030 seja de 55% menos face aos valores de 1990. Recordamos que o objetivo era uma redução de 40%.

Este desejo de levar a redução até aos 55% é instrumental para o Acordo Europeu Verde, mas vai exigir, uma vez mais, custos adicionais na infraestrutura e na produção de energia.