Elétricos

Ben Scott-Geddes criou o Fering Pioneer, um todo o terreno híbrido. Quem?!

Olhando ao nome dir-lhe-á pouco, mas se lhe disser que Ben Scott-Geddes é um engenheiro que trabalhou na McLaren, Ferrari e Caparo!

Ora, este engenheiro cansou-se de supercarros e criou uma empresa chamada Fering, que está a trabalhar num todo o terreno híbrido chamado Pioneer.

Assim, os talentos de Ben Scott-Geddes estão a ser aplicados num veículo para fora de estrada dedicado a exploradores e a serviços de emergência.

O Pionner está pensado para andar, sem interrupções para reabastecimento, durante 7 mil quilómetros (!). Como?

Através de uma mecânica híbrida que utiliza um par de motores elétricos (um em cada eixo) para mover as quatro rodas. Depois, há um motor térmico com 800 c.c., três cilindros e a consumir biodiesel que funciona como extensor de autonomia.

A Fering refere que há outros geradores que podem ser aplicados consoante os mercados e as suas limitações.

Curiosamente, as baterias, sozinhas, não oferecem mais de 80 km de autonomia. Mas o motor gera a eletricidade suficiente para alargada autonomia e utilização em todos os tipos de pisos, subidas e descidas, pedras, enfim, tudo!

Há uma versão mais extrema que não usa baterias convencionais, pois estas perdem autonomia em tempo extremamente quente ou frio. Neste caso, o Pioneer usa baterias com células de óxido de titanato de lítio, que funcionam melhor em condições extremas.

O Fering Pioneer tem 600 Nm de binário, entregue no imediato pelos motores elétricos. Mas a característica mais interessante é o peso do Pioneer. Apesar das dimensões, o carro pesa apenas 1500 kgs! 

Tudo graças ao chassis de alumínio com a carroçaria feita em materiais compósitos. Não há aço, apenas material que é muito semelhante ao utilizado nas botas de escalada. A Fering refere que este material oferece melhor isolamento que o aço e é mais confortável em todo o terreno. Ao invés de amolgar, dobra-se e em caso de rasgo é muito mais barato de substituir e a sua produção polui muito menos que o aço.

As rodas são gigantescas, não para o “show off”, mas para serem usadas nas zonas mais remotas e para que seja possível encontrar pneus nessas zonas.

O primeiro protótipo está em testes e a Fering planeia colocar o Pionneer em produção na primeira metade de 2022.