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Ford Focus recebe ligeira remodelação e mais conteúdo tecnológico

Anda longe dos mais vendidos no Velho Continente, já não é vendido nos EUA há dois aos e deixou de ser prioritário para a Ford. Ainda assim, a casa da oval azul remodelou o Focus.

A Ford decidiu há algum tempo dar prioridade aos SUV e por isso o Focus passou a ser subalternizado na gama da casa norte americana em favor do Puma, Kuga e Explorer. Ainda assim, o Focus é um produto importante e por isso a Ford não pode adormecer e esta renovação, ligeira é certo, deixa isso muito claro.

As diferenças encontram-se num capô sobrelevado que se enquadra na filosofia de estilo “human centric”, recolocação da oval azul na grelha dianteira e os faróis redesenhados no que às luzes LED diurnas diz respeito. Os faróis incuem faróis de nevoeiro. Na traseira também há um redesenho dos LED dos farolins.

Para diferenciar os diversos níveis de equipamento, a Ford decidiu que as versões na base da gama passam a ter uma moldura cromada com barras horizontais. As mais acima e a ST, têm grelha negra em favo de colmeia, uma grelha inferior maior, saias maiores com um spoiler mais acima que o normal.

Manteve-se a versão Active que tem uma grelha com manifesto mau gosto devido às barras horizontais e a moldura cromada, as proteções das cavas das rodas e as falsas proteções inferiores à frente e atrás. 

Igualmente disponível continua o Vignale que se mantém como modelo de topo da gama, pacote de equipamento disponível para os Titanium, ST-Line e Active.

Por baixo do capô a maior novidade é a oferta da possibilidade de ter caixa automática de dupla embraiagem com sete velocidades nos modelos com 125 e 153 CV com tecnologia híbrida suave de 48 volts. 

Que, curiosamente, tem pior desempenho que os motores com caixa manual em termos de emissões e consumos: 116 – 149 gr/km de CO2 e 5,1 a 6,6 l/100 km para o Ecoboost Hybrid 125, 115 a 143 gr/km de CO2 e 5,1 a 6,3 l/100 km para o Ecoboost Hybrid 155 e 180 a 189 gr/km de CO2 e 7,8 a 8,2 l/100 km para o ST. 

As versões diesel usam o bloco 1.5 litros com 95 e 125 CV que têm homologadas emissões de 106 a 126 gr/km de CO2 com 4,0 a 4,8 l/100 km para o primeiro e 106 a 139 gr/km CO2 e 4,0 e 5,3 l/100 km para o segundo.

Como dissemos, o Focus ST está de regresso com o bloco 2.3 litros Ecoboost com 280 CV. Recebe umas novas jantes de liga leve, mas perde os bancos Recaro por troca com bancos feitos pela Ford Performance. Não que isso tenha influência nos preços que são elevados para o ST.

No interior, o Focus recebe o mais recente sistema de info entretenimento, Sync4 com um generoso ecrã central com 13,2 polegadas que a Ford reclama ser mais intuitivo. Os botões físicos do controlo da climatização passaram para o ecrã e isso não é uma grande notícia. O sistema pode ser atualizado via internet.

A Ford equipou o renovado Focus com um verdadeiro arsenal de tecnologias de ajuda á condução e proteção dos ocupantes. Mas… há falhas clamorosas como a falta da monitorização do ângulo morto traseiro ou ainda a sinalização de tráfego em cruzamento.

Em contrapartida, na versão carrinha, a Ford oferece uma espécie de compartimento por baixo do piso da mala que aceita todas as sujidades e é à prova de água. Diz a Ford que é o resultado de escutarem os consumidores.

Uma renovação que tresanda a serviço fúnebre pois a Ford há muito que está a eliminar carros em favor de SUV e crossovers, pelo que depois de acabar com o Mondeo terminará a carreira do Focus e do Fiesta.

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