Desporto

O WRC vai ser híbrido… mas sabe quais foram as alterações que já existiram no WRC? E quantas provas já foram realizadas?

O Campeonato do Mundo de Ralis, ou WRC (World Rally Championship), vai conhecer nova mudança de regulamento, abraçando a tecnologia híbrida.

O Autoblogue já tinha dado a conhecer as novas regras do Mundial de Ralis, com os novos carros a receberem uma nova célula de segurança que passa a exibir um duplo arco na parte traseira, o que vai impedir que os navegadores sejam posicionados mais abaixo, atrás e para o centro.

A abertura para as portas vai ser reforçada com novas barras que dificultam a entrada, mas reforçam a resistência aos impactos.

Os carros vão manter o aspeto atual, mas a aerodinâmica terá muito menos influência do que atualmente. Ou seja, o aspeto será semelhante, mas a eficiência menor.

Será abandonada a caixa com comando no volante, os diferenciais são mecânicos e a ênfase será utilizar peças “stardard”. 

O sistema híbrido está “escondido” por uma caixa feita em fibra de carbono onde está uma bateria de 3,9 kWh, um inversor/gestor da bateria e um motor com 134 kW e 180 Nm de binário. Tudo alojado na parte de trás carro.

Cada marca homologará três mapas de utilização da energia elétrica e durante as ligações, terão de usar a energia elétrica apenas. Todo o sistema é igual para todos nos próximos três anos e será fornecido pela Compact Dynamic, subsidiária da Schaeffler.

Passam a existir as classes Rally1, Rally2 e Rally3. Os R2 podem ter tração integral. 

Quanto aos construtores, serão, uma vez mais, três: Ford, Hyundai e Toyota.

A M-Sport terá três Ford Puma Hybrid Rally1 com Craig Breen/Paul Nagle, Adrien Fourmaux/Alexandre Coria e Gus Greensmith/Jonas Andersson.

A Hyundai Motorsport terá três carros i20 N Rally 1 com Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe, Ott Tanak/Martin Jarveoja e Dani Sordo/Cândido Carrera vai dividir um i20 N Rally1 com Oliver Solberg. Desconhece-se o que vai fazer Pierre Louis Loubet e Teemu Suninen e se a Hyundai 2C Competition vai regressar ao Mundial.

Finalmente, a Toyota que terá quatro carros. Elfyn Evans/Scott Martin, Kalle Rovanpera/Jonne Halttunen, Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (com o Yaris GR Rally 1 da Toyota Gazoo Racing WRT Next Generation) e depois Sebastien Ogier/Benjamin Vellas e Esapekka Lappi/Janne Ferm vão dividir um Yaris GR Rally1.

Entretanto, Petter Solberg, pai de Oliver Solberg, tem o desejo de regressar ao Mundial de Ralis com uma equipa sua e está em negociações com algumas equipas, embora isso seja um sonho que dificilmente será concretizado. A Hyundai tem o seu programa de jovens pilotos que tem como equipa a 2C Competition e a Toyota já tem o seu pupilo a fazer o Mundial com a Toyota Gazoo Racing World Rally Team Next Generation. Talvez a M-Sport possa fazer alguma coisa. Veremos.

Os novos carros vão usar a mesma mecânica térmica, ou seja, vão manter-se os blocos 1.6 litros turbo.

O Campeonato do Mundo de Ralis começou em 1973, dedicado aos construtores e ainda hoje há um Mundial de Construtores. Já para os pilotos, houve uma Taça do Mundo FIA entre 1977 e 78, com o Mundial de Pilotos a começar em 1979 tendo-se prolongado até hoje.

Contas feitas tivemos 18 campeões do Mundo encabeçados por Sebastien Loeb com 9 títulos consecutivos, seguido de Sebastien Ogier com 8 títulos. Depois temos Juha Kankkunen e Tommi Makinen com 4 títulos (Makinen foram consecutivos) e um conjunto de quatro pilotos com 2 títulos: Walter Rohrl, Miki Biasion, Carlos Sainz e Marcus Gronholm. Depois, com um título registado estão Bjorn Waldgaard e Ari Vatanen, Hannu Mikkola e Stig Blomqvist, Timo Salonen e Didier Auriol, Colin McRae e Richard Burns, Peter Solberg e Ott Tanak. 

O Mundial de Ralis já conheceu 41 provas das quais destacamos o Rali RAC no Reino Unido que desde 1973 se disputou ininterruptamente até 2019, tendo sido cancelado em 2020 e 2021, desaparecendo do calendário em 2022. Das 46 edições disputadas, apenas uma em 1996 não contou para o WRC, mas apenas para a Taça do Mundo 2 litros.

Mais regular o Rali da Finlândia: são 48 edições com duas interrupções em 1995 (Taça do Mundo 2 litros) e em 2020, devido à pandemia de Covid 19. 

O Monte Carlo e a Suécia disputaram 45 edições desde 1973, com o Monte Carlo a rer uma edição exclusiva para a Taça do Mundo 2 litros em 1996 e ausência em 1974 e entre 2009 e 2011. Já a Suécia teve uma pausa em 1974, 1990 e em 2009, uma edição da Taça do Mundo 2 litros.

O Rali de Portugal arrancou em 1973 até 2001 (com uma falha para fazer parte da Taça do Mundo 2 litros em 1996) regressando em 2007, pausando em 2008 e voltando em 2009 até 2019. Foi cancelado em 2020 devido à pandemia de Covid 19 e manteve o seu lugar em 2021 e para 2022. Contas feitas, já foram disputadas 42 edições do Rali de Portugal

A Volta à Córsega disputou-se 35 anos sem interrupções e tal como o RAC em 1996, fez parte da Taça do Mundo 2 litros. Acabou em 2008, regressou em 2015 para acabar em 2019. No total foram disputadas 40 edições.

Dizer que o Mundial de Ralis contou com os carros do Grupo 4, 2 e 1 entre 1973 e 1981 (9 anos), o Grupo B entre 1982 e 1986 (5 anos), Grupo A e Grupo N entre 1982 e 1996 (15 anos), entrando em cena os World Rally Car (WRC) entre 1997 e 2021. Foram 25 anos entre os WRC 2.0 (1997 e 2010, 14 anos) e os atuais WRC 1.6 que chegaram em 2011 e se mantiveram até 2021 (11 anos).