Albino Abrantes: chegou ao fim a vida do “bom gigante” dos automóveis

Albino Abrantes: chegou ao fim a vida do “bom gigante” dos automóveis

01/02/2022 0 Por Jose Manuel Costa
0 0
Read Time:2 Minute, 12 Second

Não era seu amigo e cruzei-me com Albino Abrantes uma mão cheia de vezes, ainda miúdo de ranho no nariz a ver corridas com o meu pai, depois como jornalista e, finalmente, nas tertúlias de outro saudoso homem, Jorge Cirne.

A caminho dos sessenta já vi muita coisa e conheci muito piloto, uns às cavalitas do meu querido e saudoso pai, outros depois de roubar a 504 à oficina do meu pai, alguns já como jornalista e outros tantos ao usufruir da amizade de pessoas como o Luís Caramelo ou o João Vieira Borges ou ainda o Fernando Matias, entre outros.

A maioria conheço, lá está, de vista e sem ter proximidade alguma que não fosse sonhar de olhos abertos e dizer “um dia vou fazer o mesmo”. Nunca tive a arrogância de dizer que conheço aqueles que apenas cumprimentei com os olhos ou num “passou bem” fortuito e de boa educação.

Albino Abrantes era um destes casos. Nunca o tratei como “Bibi” porque esse é um tratamento reservado aos amigos próximos – e detesto ver escrito por quem não é seu amigo próximo “Bibi” – e das duas vezes que lhe apertei as mãos grandes foi na Tertúlia do Senhor Jorge Cirne na chegada ao restaurante onde tanto e tanto aprendi com estes SENHORES nas poucas vezes que foi possível estar presente por convite do meu amigo João Vieira Borges.

Mas já o tinha visto muitas vezes às cavalitas do meu pai e como jornalista imberbe que achava ser possível um dia ser grande. Não fui, não sou, mas não posso deixar de enviar um sentido abraço de condolências aos seus familiares e amigos.

Morreu um “bom gigante” que tinha a sua peculiar forma de estar que apenas sou capaz de avaliar pelas tertúlias, pela presença na apresentação do evento do CMS na Lisnave e pelo que escrevia nas redes sociais.

Julgo-me um bom avaliador de pessoas e não o conhecendo e sendo, apenas, amigo facebookiano, sempre me pareceu “gente boa”.

Faleceu hoje quando estava a caminho dos 70 anos. O panorama do automobilismo nacional ficou mãos pobre e todos os anos a erosão da idade e da doença vai ceifando pessoas e amigos. 

O Albino Estevão Ribeiro Abrantes não era meu amigo, mas deixou-me sorrisos nos lábios em muitas ocasiões e foi um dos que me fez sonhar de olhos abertos. Acabei por nunca conseguir competir – nem sei se tenho jeito ou não – mas um dia… um dia irei conseguir fazer uma prova qualquer e levar na carroçaria do carro o nome destes homens que tanto fizeram pela competição automóvel em Portugal. Que descanse em paz! 

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %