Renault abandona a Rússia e antevê problemas em 2022

Renault abandona a Rússia e antevê problemas em 2022

24/03/2022 0 Por Autoblogue
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A Renault abandona a Rússia depois de ter recomeçado a produção na fábrica dos arredores de Moscovo onde fabricava o Dacia Duster, Renault Kaptur e Arcana e o Nissan Terrano.

Depois de ter recomeçado a produção, a onda de críticas e a ameaça de boicote aos seus produtos, levou a Renault a suspender as operações na Rússia. Está, neste momento, a avaliar as opções que tem para abandonar o país e a sua participação na AutoVAZ, a marca nº1 na Rússia.

Renault abandona a Rússia

Renault abandona Rússia

A Renault abandona a Rússia e o impacto da saída do seu segundo maior mercado terá impactos violentos nas contas de 2022. Não só em termos de “cash flow”, mas também na margem de lucro. Para não falar do impacto que a ameaça de nacionalizar os bens de quem abandonasse o país por parte de Vladimir Putin.

Nesse sentido, a Renault já baixou a previsão de lucro operacional – de 4% para 3% – e passou a estimativa de “cash flow” de um valor de mil milhões de euros para um opaco “positivo”.

Renault pode perder milhões

Caso depois da suspensão de atividade, a Renault abandonar totalmente a Rússia e a AutoVAZ, os 2,2 mil milhões que vale o negócio russo irá se repercutir nas contas da Renault.

A decisão da Renault em suspender as operações na Rússia foi tomada horas depois de Volodymyr Zelenskiy ter feito um discurso na Assembleia Nacional francesa. Onde referiu que empresas como a Renault deveriam sair da Rússia. E Dmytro Kuleba, ministro dos negócios estrangeiros, apontou, mesmo, o dedo à Renault como exemplo do que não é um boicote global.

Mercado russo vale 8% do negócio da Renault

A Renault é o construtor ocidental mais exposto à Rússia, pois vale 8% do seu negócio através de 69% de participação na AutoVAZ. Por via disso, controla 30% do mercado russo e emprega 45 mil pessoas.

Tudo isto, agora, vale zero devido às sanções impostas à Rússia e os danos que estão a ser provocados à economia daquele país. A procura por carros reduzir-se-á drasticamente durante anos.

Se a Renault sair da Rússia com uma mão à frente e outra atrás, será um duro golpe na recuperação que o grupo estava a encetar, depois dos problemas criados pela atribulada vida de Carlos Ghosn no Japão. Além da pandemia e da falta de semicondutores.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, o valor em bolsa da Renault reduziu-se mais de 25% devido à preocupação dos investidores pela exposição da marca ao mercado russo.

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